Viva Bem

Reservadas e de águas calmas, piscinas naturais são ideais para relaxar junto à natureza

Confira alternativas para conhecer ao redor do Brasil

Fervedouro no Jalapão, em Tocantins

Fervedouro no Jalapão, em Tocantins Cleber - stock.adobe.com

São Paulo

De águas transparentes e calmas, as piscinas naturais estão por todo o Brasil e são a escolha de viajantes que preferem relaxar em ambientes ligados à natureza. Esses destinos paradisíacos estão normalmente “escondidos” dentro de grandes áreas verdes ou em praias, podendo ser formados por água de mar, rio ou até mesmo de cachoeiras. Especialmente nos dias mais quentes, são a pedida certa para quem quer se refrescar e descansar.

A bancária Camila Pastor, 35, que já viajou para diversas piscinas naturais, conta que o que mais a atrai é a tranquilidade desses lugares. Até hoje, o local que mais a proporcionou essa sensação foi Fernando de Noronha. A Baía dos Porcos costuma ser o foco de quem viaja para o arquipélago, mas Pastor conta que se apaixonou mesmo foi pelas piscinas naturais da Praia do Atalaia e da Trilha do Abreu (ambas precisam de agendamento de dia e horário para visita, por conta do fluxo de turistas).

“Os dois lugares têm uma visibilidade muito boa”, conta. “É lá que os peixes se reproduzem. Eles chamam até de berçário”. A soma de fatores torna o destino ideal para a prática de mergulhos. E por ter uma preocupação maior com a preservação, se comparado aos demais destinos brasileiros, Noronha promove uma experiência exclusiva a seus visitantes.

 

A proposta é diferente da das piscinas naturais de Maragogi (Alagoas), por exemplo, que apesar de paradisíacas, têm sofrido com o turismo predatório. “Tem muita gente lá. É um lugar muito turístico, cheio de barcos vendendo alimentos e bebidas, e isso acaba poluindo o local”, conta a bancária. “Também há muitos corais que são destruídos pelas pessoas que viajam para lá. Eles alimentam peixes com polvilho, jogam bituca no mar… É um turismo muito predatório”.

 

A saída, segundo ela, é curtir a calmaria de São Miguel dos Milagres, município vizinho, onde a maioria das pousadas não aceita crianças; e as piscinas naturais da Praia do Patacho, que ficam a cerca de dez minutos de carro de São Miguel. 

Outra indicação são as piscinas naturais da Praia de Moreré, na Ilha de Boipeba, acessíveis apenas via barco ou balsa. “É uma praia bem calma, no estilo que eu gosto. Meu foco de viagem é para lugares não tão populosos”, conta. No entanto, ela ressalta que o local também está ameaçado por conta da quantidade cada vez maior de turistas, que são constantemente explorados por guias. “Nos fizeram pagar por uma trilha de 500 metros”, lembra. A dica dela é não "cair na lábia" dos guias e pesquisar sobre os passeios que realmente valem a pena. 

Além do litoral, é possível curtir piscinas naturais no interior do Brasil, como no Parque Estadual do Jalapão, em Tocantins. O fervedouro de Mumbuca (ou Fervedouro do Ceiça), que fica dentro da Serra do Jalapão, tem águas esverdeadas limitadas a uma pequena circunferência, rodeadas por muitas plantas, que criam um cenário celestial. 

O engenheiro ambiental Raoni Santos, 34, que já entrou nessas águas, explica que a temperatura quente e o fluxo que não permite que os visitantes afundem fazem do local um espaço mágico. 

A viagem do engenheiro foi feita durante a baixa temporada, e por isso, ele conta que teve a piscina só para ele. Mas, nos dias mais quentes, do meio da manhã até o final da tarde, a piscina costuma receber muito mais gente. “É legal ir fora da temporada. Lá faz sol o ano inteiro, então você pode aproveitar mais nos meses mais vazios, com mais sossego”.

O local é vizinho à Cachoeira da Formiga, que forma outra piscina natural, a qual Santos descreve como um dos lugares mais especiais que conheceu até hoje, com “uma cor de água incrível e bem refrescante”. 

“É um lugar bastante silencioso, com muita tranquilidade. A Cachoeira da Formiga tem das águas mais lindas em que já entrei na vida. Já viajei muito pelo Brasil e o Jalapão com certeza é um dos mais especiais”, conta. “Tenho preferência por viagens em que posso ter contato com a natureza, e gosto muito de cachoeiras. Independente do clima, sempre procuro tomar um banho.”

 

Para quem mora no sudeste e procura uma opção mais próxima, ainda existem as piscinas naturais de Itaguaré, no município paulista de Bertioga. Pouco conhecida, a área é preservada e tem águas cristalinas de piscinas naturais formadas por um rio que deságua na areia. Para chegar até lá, é preciso caminhar até o final da Praia de Riviera de São Lourenço e pegar uma trilha de cinco minutos até a praia de Itaguaré.

Um pouco mais ao norte deste local, uma segunda alternativa são as piscinas naturais escondidas no Parque Nacional do Itatiaia, no Rio de Janeiro. Localizada no município de Resende, a área fica a 270 km de São Paulo e é acessível através do Camping Clube do Brasil. 

De lá, é possível fazer trilhas que levam a diversas piscinas naturais, chamadas aqui de "poços", como o Poço do Céu e o do Dinossauro, por exemplo. O acesso é feito por carro e não há nenhum tipo de infraestrutura local –ideal para apenas relaxar e curtir a paisagem.

Final do conteúdo

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem