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Mooca: Cinco sugestões para comer bem em lugares que vão de botecos a bares refinados

Bairro celebrou 462 anos de sua fundação na última sexta (17)

Francesco Paolo Lo Schiavo, 67, dono da Di Cunto,  segura torta Regina, especialidade da casa
Francesco Paolo Lo Schiavo, 67, dono da Di Cunto, segura torta Regina, especialidade da casa - Robson Ventura / Folhapress
Descrição de chapéu Agora
Lara Pires
São Paulo

A Mooca acaba de celebrar 462 anos de sua fundação, completados na última sexta (17). É fácil se apaixonar pelo clima de cidade interiorana que domina o bairro da zona leste da capital e, mais simples ainda, compreender a devoção de seus moradores, que não trocam de vizinhança por nada. 

Misto de tradição e novidades, a Mooca tem hino e ban­deira, além do time de futebol Juventus, com torcida fiel às cores grená e bran­co. Além disso, conta com inúmeras op­ções de gastronomia e passeios.

As opções de lugar para comer bem na Mooca são muitas e vão desde botecos até a bares refinados. Quem aprecia gastronomia sabe que o bairro não deixa a desejar. Confira alguns dos locais
selecionados, mas não deixe de explorar a Mooca toda, para conhecer outras alternativas também deliciosas.

 

​Lazy Park: Local de descanso serve para beber e comer com fartura

Sérgio Ferroni, 47, frequenta o Lazy Park, onde aprecia a pizza
Sérgio Ferroni, 47, frequenta o Lazy Park, onde aprecia a pizza - Jardiel Carvalho/Folhapress

Com uma estrutura formada por con­têiners, o Lazy Park é um espaço mo­derno, na Mooca, com cadeiras de praia, iluminação discreta, bela deco­ração e muitas opções no cardápio. O Lazy Burger (R$ 28) é feito de ham­búrguer caseiro, crosta de pimenta-do-reino temperada com manteiga e queijo gorgonzola, cebola caramelizada, maionese temperada e pão da casa.

Também são muito pedidas as pizzas, em especial a Quatro Formagio Parma (R$ 44), de mozarela, molho de tomate, requeijão, gorgonzola e parmesão com presunto de Parma. Serve o casal. Sérgio Ferroni, 47, representan­te comercial, frequenta o espaço desde sua inauguração, há pouco mais de um ano. “Gosto da pizza e dos lanches. Ve­nho para beber com a minha família e com os amigos”, conta.

Lazy Park

  • Quando De seg. a qui., das 17h30 à 0h; sex., das 17h à 0h30; sáb., das 11h à 0h30; e dom., das 11h às 23h
  • Onde Rua Itabaiana, 727, Mooca
  • Tel. (11) 3729-3448

​Esfirraria tem público fiel depois de jogos

Janaina de Jesus, 31, é gerente da Esfiha Juventus, onde são servidos diferentes sabores do salgado
Janaina de Jesus, 31, é gerente da Esfiha Juventus, onde são servidos diferentes sabores do salgado - Robson Ventura/Folhapress

​Ir à Esfiha Juventus é tradição da torcida grená e branca. Ao término dos jo­gos, a casa fica lotada de torcedores. E o melhor jogador do time em campo ganha 30 esfirras para levar para casa, no prêmio Celso Abrahão –uma homenagem a um dos filhos do casal Tamer Abrahão e Wanda Abrahão, que abriu as portas da esfirraria, em 1967.

São mais de 70 sabores de esfirras abertas, que vão desde as tradicionais de carne (R$ 4,90) e de quatro queijos (R$ 6,40) até a de carne-seca (R$ 6,30) e de chancliche –queijo árabe– tempera­do (R$ 7,40). A casa oferece até esfihas doces, como a de romeu e julieta (R$ 5,80), de doce de leite com queijo (R$ 5,90) e de chocolate com morango e castanha (R$ 8,20).

O petisco ideal para saborear com cerveja é o quibe tipo co­po, em formato de copinho, em sabores como coalhada seca e homus (R$ 3,90 cada). As novidades são o beirute de filé (R$ 55,50) e o shawarma (R$ 17,90).

Janaina de Jesus, 31, é gerente da Esfiha Juventus e está na casa há dez anos. “Comecei como atendente do de­ livery, passei pelo caixa, pela adminis­tração e agora estou muito feliz na ge­rência”, conta Janaina. “Aqui tem funcionários com 44 anos de casa, nos sentimos muito respeitados e valoriza­ dos pelos donos”, explica ela.

“Moro na Mooca desde que me mudei do Ceará para São Paulo e gosto muito do bairro. Aqui tem cara de cidade do interior, o clima é bem diferente desta selva de pedra que é São Paulo”, avalia Janaina. A gerente garante que não enjoa das esfirras, sempre saídas do forno na ho­ra, conforme o pedido do cliente. “Meus sabores favoritos são de carne-seca e de escarola com bacon”, conta.

Esfiha Juventus

  • Quando Todos os dias, das 10h30 às 23h30
  • Onde Rua Visconde de Laguna, 52, Mooca
  • Tel. (11) 2796-7414

Sabores inéditos e fatias no balcão agradam ao cliente

Rivaldo Freitas, 59, trabalha há 42 anos na Pizzaria do Angelo
Rivaldo Freitas, 59, trabalha há 42 anos na Pizzaria do Angelo - Robson Ventura/Folhapress

A Pizzaria do Angelo foi aberta na Mooca em 1971 e começou como uma pizzaria tradicional de bairro que, na hora do almoço, chegava a servir lan­ches e comida para atender aos traba­lhadores das indústrias próximas.

Os clientes que frequentavam o local, então, começaram a pedir que fossem vendidas pizzas em fatias. Foi quando o espaço inaugurou o balcão que o eter­nizou. A pizza Mooca (R$ 10 o pedaço) tem receita da casa e leva molho de to­mate fresco, carne-seca, creme de gor­gonzola, palmito, ervilha, champignon, rodelas de tomate, parmesão, salsinha e azeitonas.

A pizza grande inteira sai por R$ 85. Outro sabor exclusivo é a An­gelo (R$ 15), com molho de tomate fres­co, filé-mignon em tiras, catupiri, par­mesão ralado e azeitonas verdes. A piz­za grande inteira sai por R$ 150.

Rivaldo Freitas, 59, é gerente da Pizzaria do Angelo e começou a traba­ lhar lá aos 17 anos. “Eu fiz até faxina, e hoje sei preparar as pizzas”, conta Frei­tas. Ele afirma que a pizzaria vende cer­ca de 2.000 pedaços toda sexta-feira e que o sabor mais comercializado é o tradicional quatro queijos (R$ 9,50), se­
guido pela mozarela (R$ 7) e pela cala­bresa (R$ 7,50).

“A de quatro queijos é especial porque leva um creme de re­queijão da casa, além de provolone, parmesão e mozarela”, conta Freitas. “Mas o meu sabor preferido é a tradicio­nal marguerita”, revela o gerente.

Pizzaria do Angelo

  • Quando Rua Sapucaia, 527, Belenzinho
  • Onde Todos os dias, das 17h30 à 1h30
  • Tel. (11) 2692-5230

Doceria mantém tradição impecável

Francesco Paolo Lo Schiavo, 67, cuida com carinho da Di Cunto, doceria de sua família
Francesco Paolo Lo Schiavo, 67, cuida com carinho da Di Cunto, doceria de sua família - Robson Ventura/Folhapress

Aberta em 1935, a Di Cunto hoje é confeitaria, padaria e rotisseria. Tudo o que é vendido é também fabricado ali, e o local tem outras duas unidades, no Tatuapé (zona leste) e no Itaim Bibi (zo­na sul). “A Di Cunto da Mooca é uma das mais antigas confeitarias da cidade”, conta Francesco Paolo Lo Schiavo, 67, dono e responsável pela marca.

Sobre o carinho dos moradores do bairro pela confeitaria, ele explica que a casa sempre acolheu o povo e contou com a colaboração de muitos imigran­tes. “A maioria das pessoas que traba­lhavam aqui, no início, era italiana. Esta casa sempre acolheu de braços abertos todos os povos”, conta Schiavo.

Os doces em pedaços custam de R$ 4,60 a R$ 12,50. Entre eles está a fatia da torta Regina, carro-chefe da casa e uma das mais queridas entre os clien­tes. É feita com pão de ló branco, caroli­nas recheadas com creme de chantili e fios de caramelo por cima.

O primeiro panetone feito no Brasil é da Di Cunto (R$ 75) e é vendido durante o ano todo. A massa é delicada, e as fru­tas cristalizadas não são ressecadas, mas, sim, tenras e saborosas.

Há ainda a trança Santa Rosália (R$ 28), de massa doce e fermentação natural, com receita de mais de 50
anos. “Queremos abrir mais lojas em São Paulo, desde que mantenhamos a tradição dos nossos doces e a qualidade dos ingredientes”, diz Schiavo.

Doceria Di Cunto

  • Quando Doceria: de ter. a sáb., das 9h às 19h; dom., das 9h às 18h. Restaurante: de ter. a dom., das 12h às 15h e das 19h às 23h. Nenhum dos dois abre às segundas-feiras
  • Onde Rua Borges Figueiredo, 61
  • Tel. (11) 2081-7109

Música ao vivo e cervejas diferenciadas

Maroun Haddad, 33, mostra cerveja fabricada por ele, a próxima que venderá no bar C.C. Rider
Maroun Haddad, 33, mostra cerveja fabricada por ele, a próxima que venderá no bar C.C. Rider - Jardiel Carvalho/Folhapress

O libanês Maroun Haddad, 33, mora há 12 anos no Brasil e já viveu em países como a Bélgica e a Itália. Ele pro­curava um local em que pudesse mon­tar um bar tradicional ao estilo pub ir­landês, onde também vendesse as cer­vejas que fabrica. Foi quando soube que havia um sobrado à venda na Mooca.

“Aqui funcionava uma garagem para lavar motos, com um bar no andar de cima. Foram muitos meses de negocia­ção até, finalmente, a inauguração, em maio deste ano”, conta Haddad.

O C.C.Rider vende mais de 80 rótulos de cerveja. O chope Ipa C.C.Rider (R$ 29,90) e o Double Ipa C.C. Rider (R$ 34) são feitos na cervejaria de Had­dad em Atibaia e vendidos em garrafas de 500 ml cada. São receitas exclusivas. Até o final do ano, as cervejas engar­rafadas também deverão ser comercia­lizadas.

Para comer, o Monster Truck (R$ 42,90) é feito de hambúrguer arte­sanal de 180 gramas, queijo estepe, bacon, anéis de cebola frita e empanada e molho barbecue com maionese caseira. Montado em pão tradicional, é servi­do acompanhado de fritas. 

O lanche é muito saboroso e benfeito. Outra indi­cação é a Lemon Pepper (R$ 29,90), porção de batatas rústicas com tempe­ro tradicional feito com casca de limão e pimenta-do-reino.

Bar C.C. Rider

  • Quando De seg. a qua., das 15h à 0h; de qui. a dom., das 15h até o último cliente. Shows a partir das 20h30
  • Onde Rua Jumana, 198, Mooca
  • Tel. (11) 2607-5578

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