A Fazenda 9

Entenda como funcionam os bastidores do reality 'A Fazenda'

Quem assiste o reality "A Fazenda" (Record) não consegue imaginar, ao certo, os bastidores da produção. Por exemplo, trabalham ali cerca de 250 funcionários, divididos em três turnos, entre câmeras, editores e pessoas da produção.

A cerca de uma hora de São Paulo, a nova sede da "Fazenda", diferente da anterior, foi construída pela produtora Cygnus especialmente para esta edição reality. Tendo em vista o formato das gravações, os cômodos da casa foram planejados para a otimização da filmagem. 

Assim, a quantidade de câmeras foi "reduzida", se comparada a quantidade anterior a mudança de sede. São 33 câmeras robóticas e outras 10 espalhadas pelos "espelhos" da casa —praticamente todos os espelhos que podem ser vistos são falsos e permitem que os participantes sejam filmados do outro lado.

 Além destas, existem outras duas "cam mates", câmeras posicionadas em estruturas flexíveis de ferro, comandadas por uma pessoa que, no caso do programa, é encapuzada para que não seja reconhecida e não mantenha contato com os participantes.

"A gente ficou um ano sem ter 'A Fazenda' e consultamos várias produtoras para escolher projetos novos", diz Rodrigo Carelli, diretor do núcleo de Realities da Record. "Esse conceito da nova fazenda incluía a necessidade de termos uma novidade em relação ao elenco."

ROTEIRO?

Um assunto que é sempre debatido é o quão "verdadeiro" é reality. Alguns espectadores acreditam, inclusive, que a emissora faz um roteiro para os peões, usando-os como atores.

"Eles teriam que ser os melhores atores da história da humanindade", brinca Carelli. "Imagina. Eles recebem esse tal desse roteiro, decoram e fazem incrivelmente, naturalmente e bem. Eles brigam bem, eles se relacionam", diz em tom irônico.

"Melhor que a Fernanda Montenegro, Tony Ramos", acrescentou o apresentador da atração, Roberto Justus. "Eles não são atores fingindo uma vida real, é tudo real. O único que lê texto ali sou eu."

VÍDEOS

O que passa ou não passa no programa ou o que vai para a internet e os cortes de câmera são assuntos constantemente debatidos justamente pela constante dúvida sobre a "edição", afirma a emissora. 

Para editar todo o material de vídeo capturado existem, na própria sede, sete ilhas de edição, que funcionam 24 horas. As equipes, divididas por turno, são compostas por um diretor, um assistente e duas pessoas responsáveis por categorizar e descrever os cortes (para que, na finalização, os vídeos possam ser encontrados facilmente).

"É mais ou menos como um fechamento de jornal. Fazemos uma reunião de pauta no começo da tarde e a gente tem uma ideia do que pode entrar [na edição do programa que vai ao ar]", afirma Carelli. 

"A gente tem um tempo pouco maior do que um capítulo de novela, com a diferença de que ele é editado no mesmo dia, com coisas que aconteceram no mesmo dia, sem roteiro, e a gente não sabe o que vai acontecer porque são os personagens que fazem a história", acrescenta. 

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