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Televisão

Comentaristas da GloboNews batem boca ao vivo ao falar sobre a Ucrânia

Carlos Sardenberg questionou Guga Chacra sobre suposto apoio a invasão russa

Comentaristas se estranham no ar durante telejornal da GloboNews
Comentaristas se estranham no ar durante telejornal da GloboNews - Reprodução
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São Paulo

Os comentaristas Guga Chacra, 45, e Carlos Sardenberg, 74, se desentenderam durante a edição de quinta-feira (3) do programa Em Pauta, da GloboNews. Os dois estavam debatendo sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia e acabaram batendo boca ao vivo.

"Por mais que o ideal seria que a Ucrânia pudesse ser da União Europeia, da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte], e ser uma democracia liberal, o que não é, ela vai provocar a Rússia", comentou Guga. "E aí a gente vê o resultado, porque o mundo não é tão justo, pessoas más têm muito poder."

Ao ouvir a fala do colega, Sardenberg entendeu que ele estava defendendo a posição da Rússia no conflito. "Quer dizer que você acha que a Rússia está certa de invadir?", questionou. "Estava sendo ameaçada e que o [presidente ucraniano Volodymyr] Zelensky que tem que abandonar o governo?"

"Não, eu não falei isso em momento nenhum", respondeu Guga. O jornalista afirmou que estava utilizando-se da teoria realista das relações internacionais para explicar por que o presidente russo Vladimir Putin considerava a entrada da Ucrânia da Otan uma ameaça direta à soberania de seu país.

"Entendo esse negócio de teoria realista, não precisa me dar lição disso", rebateu Sardenberg. "A questão é a seguinte: os países independentes democraticamente decidem ir para a União Europeia ou para a Otan. É decisão deles, é legal, é legítimo."

"Quem está errado nessa história é a Rússia", continuou. "Ninguém estava pensando em invadir a Rússia, entre outras coisas, porque ninguém é louco. Não tem aqui no Ocidente um louco que nem lá na Rússia. Agora o que o Ocidente quer e está fazendo, é impedir que a Rússia invada os outros, como Finlândia, Geórgia, Moldávia."

Guga voltou a explicar que ele não estava defendendo a invasão russa. "Eu falo o tempo todo aqui nesse programa que o Putin é um ditador sanguinário, que é um absurdo a invasão da Ucrânia", afirmou. "O que estou querendo explicar é que ele não vai aceitar isso, então vai haver uma reação. Lembrando que há outros países que invadem países soberanos. Os EUA invadiram o Iraque e derrubaram o regime da Líbia."

"Dito isso, é absurdo o que o Putin está fazendo", completou. "Por favor, em nenhum momento me associe a qualquer forma de defesa dessa invasão sanguinária da Rússia contra a Ucrânia. Expliquei a teoria realista das relações internacionais não para você, mas para a nossa audiência."

Nesta sexta-feira (4), o jornalista foi às redes sociais reforçar sua posição. "Expliquei ontem como a visão realista das relações internacionais explica a invasão da Rússia à Ucrânia, assim como a invasão dos EUA ao Iraque", escreveu. "Para ficar claro, é uma explicação e jamais uma justificativa para defender a ação sanguinária do regime de Putin ou a de [do ex-presidente americano George W.] Bush e [a do ex-primeiro ministro britânico Tony] Blair."

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