Televisão

Flávia Alessandra compara casal da novela 'Porto dos Milagres' a Romeu e Julieta

Adaptação de obra de Jorge Amado volta à Globoplay após 20 anos

Flávia Alessandra, Marcos Palmeira, e Camila Pitanga em cena da novela - Globo
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Eduardo Ribeiro
São Paulo

Após “O Bem Amado” (1973) e “Chocolate com Pimenta” (2003-2004), agora será a vez de “Porto dos Milagres” (2001) entrar para o catálogo da plataforma de streaming Globoplay, nesta segunda-feira (1º). O retorno acontece 20 anos depois da primeira transmissão da obra, que teve Flávia Alessandra fazendo sua primeira protagonista.

“Eu adorava interpretar a Livia, que era uma mocinha muito forte e interessante. E era uma novela com um elenco muito legal, com uma história que instigou bastante o público”, afirma a atriz sobre a obra de Aguinaldo Silva e do Ricardo Linhares, criada com base em obra do Jorge Amado. “Era um texto muito nobre, rico mesmo”, diz ela.

A história se passa na cidade fictícia chamada Porto dos Milagres, onde a população vive dividia em duas classes sociais distintas: a burguesia e os moradores do cais do porto. Guma (Marcos Palmeira) é um pescador que contrapõe a política do inescrupuloso Félix (Antonio Fagundes), e se apaixona por Lívia (Flávia Alessandra).

A atriz compara o amor de Guma e Livia com a história de Romeu e Julieta. “Ela [Lívia] se apaixona por um pescador e a família não aceitava, tinha toda uma história do passado. E, por isso, eles enfrentam muitos obstáculos. Livia era uma personagem bastante interessante. E a trilha sonora do casal era deslumbrante, muito linda.”

Além da responsabilidade de fazer sua primeira protagonista, Flávia Alessandra conta que sua filha mais velha, Giulia, tinha apenas três meses quando começou a gravar, o que exigiu dedicação dobrada. “Aprendi ali a ser essa equilibrista, a trabalhar e, ao mesmo tempo, ser e estar presente na vida da minha filha.”

A mitologia e a religiosidade estão presentes no enredo por meio da figura de Iemanjá, padroeira de Porto dos Milagres e que, de forma onírica, exerce influência na vida dos habitantes. A obra também exibe muitas cenas de realismo fantástico.

O elenco inclui ainda Camila Pitanga, que disputa com Livia o coração de Guma, e Vladimir Brichta em sua estreia na Globo, além de Luiza Tomé, que faz Rosa Palmeirão, uma mulher que abre um bordel na cidade depois de ficar 20 anos presa por matar o estuprador da irmã. O deputado Pitágoras (Ary Fontoura), de “A Indomada” (1997), também está na trama.

A trilha sonora do folhetim, à época lançada em dois volumes, é um show à parte. A abertura se dá com “Caminhos do Mar”, na voz de Gal Costa. O repertório se completa com hits como “A Lua Que Eu Te Dei”, de Ivete Sangalo, “Entre o Céu e o Mar”, de Elba Ramalho, e “Dinamarca”, de Gilberto Gil.

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