Televisão

'Gênesis' estreia com efeitos especiais épicos e promessa de ser a 'melhor da história'

Trama da Record está dividida em sete fases e terá mais de 250 atores

Carlo Porto e Juliana Boller, que vivem, respectivamente, Adão e Eva, seguram o primeiro filho, Caim, em Gênesis

Carlo Porto e Juliana Boller vivem Adão e Eva em "Gênesis" Instagram/RecordTV

São Paulo

“Gênesis” estreia nesta terça-feira (19), às 21h, na Record, após ter sido adiada por causa da pandemia do novo coronavírus. A trama sucede "Amor Sem Igual" com a promessa de ser grandiosa e cheia de efeitos. A história contatá com sete fases para explicar todas as etapas da humanidade. A novela é escrita por Camilo Pellegrini, Raphaela Castro e Stephanie Ribeiro.

A novela levou à saída do ex-autor Emilio Boechat da emissora, após reclamar das interferências da Igreja Universal na história, que conta com mais de 250 atores. "São sete fases, então isso se dissipa. O elenco entra e sai e acaba ficando um clima de série", diz o diretor-geral Edgard Miranda. "O pedido para eles é o de sempre: façam com verdade", afirma.

As fases –Criação, Dilúvio, Torre de Babel, Ur dos Caldeus, Abraão, Jacó e José– retratam os primeiros 2.300 anos da humanidade. Para o diretor, a novela é pioneira na emissora. "O maior desafio é a obra em si. Algo que nunca foi feito antes. Sem contar a diversidade de locações que nos obriga a contar com uma boa ajuda da computação gráfica", diz Miranda, ao ressaltar que as gravações ocorreram no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Marrocos.

Edgard Miranda afirma que a trama tem tudo para ser "a melhor e maior novela já feita na história da televisão brasileira". "Desde ‘O Rico e Lázaro’ [2017] essa equipe vem mostrando um trabalho diferenciado. É o nosso padrão, não sabemos fazer menos do que isso e cada vez seremos mais cinematográficos. Acredito muito na força da imagem. Na verdade, por causa da pandemia tivemos mais tempo com os efeitos especiais."

A primeira fase é a Criação, que mostra o que aconteceu nos tempos de Adão (Carlo Porto) e Eva (Juliana Boller). Depois, será a vez do Dilúvio de Noé, personagem vivido por Bruno Guedes e Oscar Magrini. Na sequência dos meses, as demais etapas vão surgir. Até o capítulo 11, aliás, a computação gráfica será bastante requisitada em cenas que mostram, por exemplo, a queda de Lúcifer (Igor Rickli), a Torre de Babel e a Arca de Noé que contará com 2.000 takes de efeitos. Serão 150 capítulos ao todo.

Para Magrini, o Noé mais velho, foi muito fácil se adaptar à trama e se identificar com o personagem. "Ele é uma pessoa justa, honesta e que tenta sempre ajudar aos outros. Isso é a minha característica, faço tudo para poder ajudar."

Já Igor Rickli, que vive Lucifer, diz estar ansioso para que o público dê um feedback sobre a trama. Seu personagem será o único a transitar por todas as fases. "Estou com essa incumbência de atravessar a novela. Uma jornada quase solitária porque vou fazer do começo ao fim. Estou extremamente ansioso e feliz. Agora chegou o momento em que estamos doidos para ter a resposta do público."

A pandemia do novo coronavírus fez com que a equipe da trama tivesse de simular os cenários de Marrocos nos estúdios do Brasil. Também não foi mais possível contar com os mais de 5.000 figurantes que participariam das cenas. A solução foi aderir, mais uma vez, a um processo de multiplicação por meio de efeitos especiais.

A novela chega para substituir “Amor Sem Igual”, que terminou nesta segunda (18). A trama da Poderosa termina com bom índice de audiência. Se antes da pandemia a média era de pouco mais de 8 pontos na Grande SP (cada ponto do Kantar Ibope equivale a 73 mil domicílios), neste retorno à programação, desde outubro de 2020 com capítulos inéditos, o índice superou os 9,5 pontos de média.

NOVELA TEM 25 MIL PEÇAS DE FIGURINO

A novela “Gênesis” não poupou esforços no momento da caracterização de seus personagens. São mais de mais de 25 mil peças de figurino. Segundo o figurinista Severo Luzardo, o único momento em que não será possível ver detalhes de um figurino mais rebuscado será na primeira fase, de Adão e Eva.

"Na hora em que comem a maça, eles se tornam pessoas mundanas e aparece a vergonha e a necessidade de cobrir o corpo. Isso faz com que eles peguem a primeira indumentária, que é tramada com folhas. Depois, eles ganham uma pele de cordeiro e vão criando as vestimentas desse período, com couro, cipós, peles", diz.

A maioria das roupas é toda produzida pela equipe da novela. Um ou outro acessório foi adquirido em Marrocos.Geralmente, diz Luzardo, uma novela bíblica costuma ter de 15 mil peças diferentes. E no caso de “Gênesis”, esse número já é o dobro.

Só a caracterização de Lúcifer (Igor Rickli), por exemplo, composta por um colete de fios de ouro e pedras preciosas, levou mais de 45 dias para ficar pronta. Por isso, diz o profissional, criar esse figurino foi o maior desafio. "Foram 12 tentativas até chegar ao resultado ideal. O destaque está no colete bordado em fios de ouro e a cor de 12 pedras preciosas que colocamos, pois é uma coisa bíblica."

O especialista afirma que cada peça se torna uma verdadeira obra de arte por causa dos detalhes. "A cada produto, por mais que seja bíblico ou de época, nós convidamos artistas para fazer chapéu, vestidos e peças especiais. Isso dá uma riqueza enorme, e deixa o figurino impregnado de pequenas obras de arte."

Final do conteúdo

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem