Televisão

Tânia Khalill diz ser crítica ao rever 'Fina Estampa' e que carinho do público é maior hoje

Intérprete de Letícia vive hoje em NY, onde toca novos projetos

Tânia Khalill João Miguel Júnior/Globo

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São Paulo

Quase dez anos após a primeira transmissão de “Fina Estampa”, a atriz Tânia Khalill, 43, que deu vida a Letícia na trama, afirma que o carinho do público parece, hoje, ainda maior do que era na época. Mesmo vivendo em Nova York, nos Estados Unidos, ela diz receber mensagens de reconhecimento o tempo todo.

“Eu recebo tanta mensagem no Instagram. Nas ruas as pessoas me pedem para voltar a fazer novela. Eu fico feliz de anos depois receber tanto carinho, talvez até mais agora do que na época. Ou mesmo porque agora é uma situação tão inusitada, e as pessoas gostam de reviver e relembram o que faziam há 10 anos.”

Longe das novelas há seis anos, desde que terminou “Joia Rara” (Globo, 2013-2014), Tânia vive atualmente nos Estados Unidos, com o marido, o cantor Jair Oliveira, 45, e as duas filhas do casal, mas afirma que está acompanhando a reprise de “Fina Estampa” pelo Globoplay e com o mesmo olhar crítico de antes.

Segundo a atriz, é normal rever um trabalho de uma década atrás e ver coisas que poderia ter feito diferente, mas isso não diminui em nada o orgulho que ela tem da personagem que construiu. “Acho que a atuação, mais do que nunca, anda com o nosso amadurecimento como pessoa”, analisa.

Tânia recorda que, apesar de interpretar uma mãe solo de uma adolescente, ela estava grávida de sua segunda filha, Laura, quando aceitou o papel. Para fazer a novela, deixou São Paulo com toda a família, incluindo Laura ainda bebê, rumo ao Rio. “O que mostra o tamanho da paixão que eu tenho pelo o que eu faço”, afirma.

Além da maternidade, a atriz recorda a preparação para viver Letícia e diz que ela aconteceu de forma gradual, até mesmo porque a personagem foi evoluindo na trama. “A Letícia mudou até de cabelo, eu cortei o cabelo no meio da trama para representar essa virada da personagem, esse desejo de encarar uma nova vida.”

“Ela é uma mulher que teve uma perda amorosa muito grande e, por isso, tem muita dificuldade de se abrir para um novo amor. Essa realidade, claro, eu não vivi, mas a gente entende a dor do amor e o desejo de ser amada. A partir daí, a preparação acontece durante o trajeto dela, a história muda a cada dia”, afirma.

Já sobre as gravações, Tânia recorda com carinho seu principal núcleo de convívio na novela, que inclui Griselda (Lilia Cabral), Celeste (Dira Paes), Vilma (Arlete Salles), Carol (Bianca Salgueiro) e Juan Guilherme (Carlos Casagrande). “Criamos nesse pequeno grupo uma família querida onde havia muito apoio, muito amor.”

NO BRASIL E NO EXTERIOR

Apesar da carreira consolidada no Brasil, Tânia Khalill se mudou para Nova York, nos Estados Unidos, com a família, no final de 2017. Mas quem pensa que isso foi um abandono da carreira de atriz, está enganado. Ela tem feito audições para projetos lá e não descarta novos trabalhos por aqui também.

“A vida em NY é um redescobrir todos os dias, fazendo mil funções que eu nunca fiz, reiniciando uma carreira no exterior. O meu trabalho tem sido muito bem visto”, afirma ela, que fez uma participação na minissérie Mrs. Fletcher, da HBO, no ano passado, e afirma estar na segunda fase de um teste para um filme.

Segundo ela, as audições já voltaram nos EUA, mas as preocupações e cuidados exigidos pela pandemia do novo coronavírus continuam. Para a atriz, um período de momentos de altos e baixos, mas que ela tem tirado muitos proveitos, com a meditação, “cada dia mais potencializada”, assim como a relação com as filhas.

“Meu projeto no futuro é continuar a minha pesquisa interna para me tornar melhor, fazer muito cinema e televisão aqui fora e no Brasil”, completa ela, que também mantém o projeto Grandes Pequeninos, que desenvolve com o marido, e inclui CDs, clipes e um canal no YouTube voltados ao público infantil e seus pais.

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