Televisão

Série infantojuvenil 'Bugados' transporta game para vida real e busca reflexão sobre o mundo

Atração estreia na primeira quinzena de outubro, no canal Gloob

Elenco da Série Bugados Gloob - Edu Viana/Divulgação
Leonardo Volpato
São Paulo

Uma série que quer fazer com que o público reflita sobre o quão conectados estamos no mundo em que vivemos. Esse é o mote por trás da série infantojuvenil “Bugados”, sitcom produzida com DNA 100% brasileiro pelos canais Globosat, que estreia na primeira quinzena de outubro no Gloob. A história é escrita por André Catarinacho e Luca Paiva Mello.

Na trama, personagens de um jogo de videogame são transportados da telinha para a vida real. Na narrativa, Neo (Ryancarlos de Oliveira), Glinda (Isabella Casarini) e Tyron (Vinicius Marinho) são personagens do game Storm Kroll e se cansam de salvar o mundo repetidas vezes. Juntos, o defensor intergaláctico, a skatista cósmica e o robô tecnológico, respectivamente, usam suas habilidades para saírem do jogo e viverem novas aventuras com os seres humanos.

“Eu tenho três filhos e numa observação sobre o cotidiano deles deu para ver como a gente enxerga ao redor. Vamos mostrar o tanto de coisa interessante que passa despercebido no seu dia a dia fora do universo online. A premissa leva a isso, a esse direcionamento do olhar para as oportunidades que se abrem fora do game”, aponta Luca.

Os episódios são independentes e a trama se encerra no final de cada um. São duas temporadas de 26 episódios cada uma. Trata-se de um projeto inédito no Brasil, uma comédia de situação que fará a criançada rir muito.

Quem recebe os personagens do jogo na Terra são os irmãos Carol (Sienna Belle) e Mig (Gabriel Miller). Eles são surpreendidos com um “bug”, que resulta na chegada dos três personagens à realidade. No mundo real, eles passam a lidar com as descobertas e o estranhamento normais e com a rotina de qualquer criança na escola.

“A Carol se preocupa com tudo e leva os estudos muito a sério. Quando os personagens chegam ela se desespera e tenta ajudar como pode”, conta Sienna.

Uma vez que estão convivendo com crianças humanas, os personagens precisarão se comportar como elas. Mas isso quase nunca acontece. Sempre terá alguém de olho neles e no jeito diferente dos três.

“Eles vivem a mesma rotina todos os dias e são controlados toda hora no game. Por isso resolvem entrar na vida real. A Glinda vê tudo como no mundo dela, não gosta de coisa chata, só quer ação e entrar em polêmicas, agitar e se divertir”, comenta Isabella, a skatista cósmica.

A relação deles com o resto da escola acaba se tornando tão intensa que todos se metem em confusões, como uma viagem para o futuro, o crescimento inesperado de um pé-de-feijão no colégio e o desafio de viver o mesmo dia várias vezes. 

“É uma bagunça entre mundo real e o virtual. Usamos dos recursos na trama que já existem nos games, como o pausar, o salvar, o subir de nível. Afinal, eles estão aqui porque foram bugados, ou seja, seus poderes são os mais desastrosos possíveis”, explica o autor Luca.

Dentre as aventuras, os bugados conseguirão pausar a aula e o professor por um dia. Serão eles quem mandarão na escola e farão as regras a serem cumpridas. Claro que isso dará muito pano para confusões.

Um dos personagens de bastante destaque é o robô Tyron (Vinicius Marinho). Por mais que esteja na Terra, seus trejeitos robóticos não saem de sua essência. Por isso que ele está sempre em evidência. Em todos os episódios os bugados quase são descobertos.

“O Tyron pensa em pipoca o tempo todo. Ele sempre começa a falar com objetos eletrônicos, por exemplo. E tem um modo turbo em que começa a fazer coisas muito rápido e isso chama a atenção”, comenta o ator, cuja caracterização demora duas horas.

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