Televisão

Tino Marcos celebra 30 anos com seleção e fala da amizade com Galvão: 'Como da família'

Jornalista já cobriu 24 torneios com a equipe canarinho

Esporte - Copa do Mundo 2014 - Belo Horizonte - JN Ancorado - Tino Marcos - João Miguel Júnior/Globo
São Paulo

Repórter esportivo dos mais experientes da TV, o jornalista Tino Marcos, 57, celebra 30 anos de coberturas com a seleção brasileira de futebol. Atualmente, ele é o principal nome da reportagem da emissora na Copa América, a nona de sua trajetória.

“Vejo como um patrimônio, histórico. Vi muitas gerações começarem e terminarem. É uma realização olhar para trás e ver uma estrada tão longa percorrida. Foram muitas alegrias, realizações, e várias roubadas também, mas uma baita experiência acumulada mundo afora", diz Marcos.

Amigo próximo de Galvão Bueno, 68, Marcos conta que a parceria é de longa data. "Galvão é como uma pessoa da família para mim, assim como outros companheiros com quem viajo e convivo há décadas. A gente passa muita coisa junto, divide muito tempo ao longo dos anos. Sou grato demais ao carinho e ao respeito com que Galvão me trata. Ele sempre valorizou a informação, o trabalho dos repórteres."

Em recente edição do programa Grande Círculo, do SporTV, Galvão Bueno foi homenageado por sua carreira, e Tino Marcoss foi um dos entrevistadores. Ele se emocionou muito com as palavras ditas pelo velho companheiro sobre a amizade entre os dois e o profissionalismo do jornalista.

"Esse cara é muito especial. Tenho três pessoas que estão na minha história. Reginaldo Leme, Arnaldo Cezar Coelho e Tino Marcos. Num momento muito complicado, a gente [ele e Tino] foi escolhido para carregar a tocha [olímpica, em 2016]. E quando perguntaram para Tino onde ele queria carregar, ele escolheu Londrina", disse Galvão. Londrina é a cidade onde o locutor mora no Brasil.

Ao longo de três décadas, o jornalista conta que já cobriu oito Copas do Mundo, sete Copas das Confederações e nove Copas Américas. "Antigamente, os repórteres não viajavam tanto e, nesses 30 anos, muitos companheiros chegaram e partiram. Ficou o Galvão, esse sim um recordista."

Essa história ao lado da seleção canarinho, segundo Marcos, foi se construindo aos poucos. Um jogo após o outro, uma competição atrás da outra até se sentir cada vez mais confiante. E se jogador de futebol adora ser convocado para torneios, não pense que para jornalista é diferente. "Sempre festejei as convocações para as grandes coberturas. Mesmo que me dissessem que era normal ver meu nome, eu sempre desfrutei do momento de me ver na lista."

Tino sempre teve em mente que as amizades ao longo do percurso existiriam no mundo do esporte, mas ele revela que nunca deixou que uma coisa atrapalhasse a outra. Ele afirma que todos precisam cumprir um certo protocolo na relação com as fontes do esporte. "É importante ter bom relacionamento, construir uma imagem de credibilidade para que as pessoas confiem em você. As amizades são baseadas em respeito mútuo e nunca deixo de dar notícia. Somos prestadores de serviço, devemos levar informação e entretenimento às pessoas”, analisa Tino.

O jornalista também já fez reportagens que foram além do futebol, sobre medalhas olímpicas no judô, na vela, no atletismo e até sobre bactérias em determinada edição do Globo Repórter. Tino Marcos se diz muito consciente de que, um dia, tudo pode acabar, ele pode ser realocado, mudar de função ou mesmo cobrir outros eventos. Porém, enquanto esse dia não chega, ele quer aproveitar e, assim como a seleção, buscar (cobrir) mais um título.

"Sempre penso no aqui e agora. Renovo permanentemente um alerta em mim: um dia acaba, tudo passa. Para não me apegar nem sofrer quando deixar essa atividade. Como disse, o que prevalece é a gratidão. Pelo espaço, pelo reconhecimento nesses anos todos. Eu me doei muito e ainda me dedico de corpo e alma. E trabalho em uma equipe maravilhosa, com astral e respeito lá em cima. Só posso dizer muito obrigado", diz Marcos, que vai acompanhar a semifinal da seleção brasileira, nesta terça (2), contra a Argentina.

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