Televisão

Gustavo Villani se destaca na Globo e pode suceder Galvão, seu maior ídolo desde criança

'A maior das semelhanças é eu me chamar Gustavo Galvão Villani'

Gustavo Villani, narrador da TV Globo
Gustavo Villani, narrador da TV Globo - João Miguel Júnior/Globo/Divulgação
São Paulo

É desde a década de 1980 que Gustavo Villani tem admiração por Galvão Bueno. Na época, via no narrador uma inspiração. Aos nove anos, já o imitava e dizia aos quatro ventos alguns de seus bordões. Por coincidência, Galvão também está presente em seu sobrenome do meio, como uma espécie de sinal de que, um dia, esse encontro, tão sonhado pelo garotinho de Marília (a 434 km de São Paulo), iria se concretizar.

E ele, enfim, aconteceu. Mais do que isso. Bueno virou um padrinho do narrador esportivo Gustavo Villani, hoje com 37 anos. Foi ele quem o indicou para a emissora. Em março, Villani completará um ano de Globo.
"Fui apresentado a ele na semifinal da Copa Libertadores de 2017. Pedi ao Casão [Walter Casagrande Jr., comentarista] para tirar uma foto com ele [Galvão]. Estava na Fox Sports. E ele [Galvão] me contou que havia me indicado para a Globo. Fiquei gago", relembra.

No ano seguinte, viraram colegas de emissora. Villani conta que, hoje, ambos têm uma relação bacana. Aliás, foi no programa Bem Amigos (SporTV) que Galvão Bueno o apresentado como novo contratado. "Fui jantar com ele aquele dia. Quando tenho dúvidas, sempre o consulto e Galvão sempre é solícito. Trocamos mensagens via celular no fim do ano. Segue sendo um ídolo", diz o narrador. 

Nesta quarta (13), Gustavo Villani estreou o Segue o Jogo, um pós-jogo especial que será exibido todas as quartas após os jogos. De forma leve e descontraída, ele faz um panorama da rodada, com melhores momentos, lances marcantes e, claro, muitos gols. "Resumindo, estou muito feliz por ter toda a estrutura da empresa. O resto é a grande diversão. Gosto de me emocionar e levar isso ao público", diz Guga.

Após quase um ano de emissora, Villani recebe muitos elogios, sobretudo dos telespectadores que, nas redes sociais, pedem que ele narre cada vez mais jogos. É claro que já há quem o considere o provável sucessor de Galvão Bueno –que tem quase 40 anos de Globo. Villani está com 18 anos de carreira.

Com os pés no chão, o profissional diz se sentir honrado e que essa comparação nunca partiu dele nem nunca partirá. "O que ele tem de Globo eu tenho de vida. O que eu já ouvi e me honra muito é que eu tenho um estilo de transmissão parecido ao dele. Galvão é o maior narrador da história, então, quando as pessoas falam em estilos semelhantes, elas me motivam." 

"A maior das semelhanças é eu me chamar Gustavo Galvão Villani", diverte-se. Ele cita como inspiração também Luciano do Valle (1947-2014), que trabalhou como narrador na Globo, Band e Record.

Por mais que tenha pouco tempo de Globo, Villani já teve a chance, três meses após chegar, de narrar jogos da Copa do Mundo de 2018, realizada na Rússia. Mais para a frente, ele vislumbra atuar em outras modalidades. Enquanto isso, curte a nova casa, os novos amigos e as oportunidades que surgem.

Desde esta quarta (13), Gustavo Villani comanda um pós-jogo especial após o apito final dos jogos. De forma leve e descontraída, ele faz um panorama da rodada, com melhores momentos, lances marcantes e, claro, muitos gols. "Resumindo, estou muito feliz por ter toda a estrutura da empresa. O resto é a grande diversão. Gosto de me emocionar e levar isso ao público", finaliza Guga.

SONHOS E FUTURO

Assim como o ídolo eterno, Galvão Bueno, que começou narrando futebol e migrou para outros esportes, como F-1 e até artes marciais mistas, Gustavo Villani acredita que a hora de ele narrar outras modalidades vai chegar. Em princípio, ele concentra suas forças e sua voz nas partidas de futebol, mas conta que tem muito mais a oferecer.

"Acho que, em princípio, é um direcionamento da Globo, não é minha ideia forçar a barra. Aliás, a demanda no Brasil é muito em função do futebol ainda, então, respeito as necessidades da empresa", comenta.

Na Fox Sports, ele era um dos narradores principais e atuava em campeonatos internacionais. Na Globo, de acordo com Villani, há ótimos profissionais para se inspirar. E cita alguns: Reginaldo Leme e Luciano Burti nas provas de automobilismo, além de Luís Roberto e Cléber Machado, que já estão acostumados a narrar de tudo. "São todos muito competentes. Será algo que ocorrerá naturalmente."

Como sonhos e metas de vida, ele diz que há vários. "Realizei o primeiro ao me tornar narrador profissional, mas quero os grandes eventos, como mais uma Copa –dessa vez no local [ele narrou a de 2018 dos estúdios], uma final de Mundial de futebol e os Jogos Olímpicos de 2020”, afirma –​sobre a competição que será realizada no Japão e lhe dará chance de mostrar seu talento. “O esporte é algo que me impulsiona, me emociona demais. Gosto muito”, finaliza.

 

Veja por onde Villani passou

  1. Nascimento (1981)

    O narrador esportivo é natural de Marília (a 434 km de SP). Foi nessa região que ele começou a imitar locutores conhecidos, como Luciano do Valle (1947-2014) e Galvão Bueno

  2. Jornal A Gazeta Esportiva (2000)

    Villani começou na publicação como estagiário. Desde sempre gostava do mundo dos esportes e se encantava ali com a profissão

  3. Rádio Transamérica (2001)

    Sua primeira experiência como repórter. Foi a rádio que lhe abriu as portas para conhecer mais desse meio

  4. Rádio Globo e CBN (2003 e 2009)

    Foram duas passagens: a primeira, como repórter, e a segunda, em 2009, já como narrador

  5. Rádio e TV Record (2006)

    Participou da cobertura da Copa do Mundo daquele ano, um marco na sua carreira. Fez a cobertura do Brasileirão pela TV Record

  6. ESPN (2011-2012)

    Narrava jogos do futebol internacional e ganhou projeção na TV paga

  7. Fox Sports (2013-2018)

    Foi o última emissora de Villani antes de ele se transferir para a Globo. Por lá, comandava programas, debates e, claro, narrava partidas importantes como a final da Copa de 2014

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