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No ar em 'Carinha de Anjo', Camilla Camargo diz que Zezé já foi chamado de pai da Diana

Atriz da novela infantil do SBT é filha do cantor sertanejo

A atriz Camilla Camargo
A atriz Camilla Camargo - Bruno Poletti-20.mar.2017/Folhapress

Sarah Mota Resende
São Paulo

Para os adultos e para as manchetes, Camilla Camargo é filha do sertanejo Zezé Di Camargo com a empresária Zilu Godoy; sobrinha do cantor Luciano, que faz dupla com o pai; sobrinha da atriz Luciele di Camargo; e irmã da cantora Wanessa Camargo, que lançou na última sexta (27) seu novo clipe "Mulher Gato".

O sobrenome famoso, entretanto, não faz lá diferença para as crianças que a acompanham na novela infantil "Carinha de Anjo", um dos folhetins mais longos da emissora de Silvio Santos —não perde, entretanto, para "Chiquititas", trama voltada a crianças exibida na década de 1990 e que teve 545 capítulos ininterruptos. 

Escrita por Leonor Corrêa, "Carinha de Anjo" estreou no SBT em novembro de 2016 e a previsão é que fique no ar até o meio de 2018. Trata-se de uma adaptação da mexicana "Carita de Anjo", exibida pela Televisa, notória parceira do SBT. Todos os capítulos já estão gravados e a promessa é que sua sucessora, "As Aventuras de Poliana", seja tão extensa quanto a atual. 

O sucesso de sua personagem, a Diana, fez Camilla ganhar fama entre crianças e adolescentes, principal público da novela. O assédio infantil, garante, não a incômoda. "É um carinho bastante espontâneo, algumas já chamam de Diana e vem abraçando, outras ficam só olhando de longe de rabo de olho e comentando com os pais, como se eu não tivesse vendo."

A atriz disse ainda que recebe todos de braços abertos e acha que é o mínimo que pode fazer por todo carinho que tem recebido desse público, que é tão fiel. "Meu pai e irmã já foram chamados, respectivamente, de ‘pai e irmã da Diana’ na rua também, dei muita risada.”

As gravações de "Carinha de Anjo" acabaram no fim do ano passado e a extensão, não programada de início, aconteceu graças ao sucesso da trama. Para Camilla, impressiona a disposição e o profissionalismo dos pequenos que compõem o elenco do folhetim.

“[Impressiona] A determinação de alguns atores tão novinhos como o Leonardo Oliveira, que falam com propriedade que é isso que querem fazer pelo resto da vida. Acho que ao mesmo tempo eles trazem uma leveza e um clima de gratidão por fazer o que gostam nos bastidores. Certamente eles nem eles mensuram isso, é totalmente espontâneo, mas para nós, que olhamos e convivemos, é um grande aprendizado.”

Filha do meio artístico, sobretudo o musical, diz que foi “picada pelo bicho do tablado”, o que a fez ter paixão pelos palcos. “Sempre brinquei que sou uma atriz que canta e não uma cantora que atua. Eu amo música, mas as artes cênicas é o meu caminho, a minha vontade, o que sempre estudei e me dediquei.”

E ser filha de uma dos maiores expoentes do sertanejo, é bom ou ruim para quem quer trilhar no mundo artístico? “Se tem algum ponto que talvez ajude, é de ter um ponto de partida onde parte da imprensa já tem curiosidade por você e seus trabalhos. De resto, acredito que não tem muita diferença pro caminho de qualquer outro ator, pelo menos no meu caso, que sempre trilhei uma trajetória e carreira bastante independente.”

 
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