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Mulheres atrapalham porque fazem corpo mole, diz Dayse Paparoto, que venceu o 1º 'MasterChef Profissionais'

Dayse Paparoto foi a vencedora do MasterChef Profissionais em 2016
Dayse Paparoto foi a vencedora do MasterChef Profissionais em 2016 - CHELLO/FRAMEPHOTO


A chef ​Dayse Paparoto, 32, chamou atenção do público após ser alvo de atitudes machistas e misóginas dos competidores na primeira edição do "MasterChef Profissionais". Mas parece que ela não discorda das opiniões polêmicas que desencadearam uma campanha em seu favor na internet.

Paparoto diz que as mulheres são frágeis e costumam atrapalhar na cozinha. "Às vezes, as mulheres que trabalham na cozinha atrapalham. Ficam de corpo mole em um lugar em que é preciso força, rapidez, agilidade e pulso firme." 

A primeira final masculina do "MasterChef" será disputada nesta terça-feira (5) entre Pablo Oazen e Francisco Pinheiro, a partir das 22h30, na Band. Eles concorrem a prêmio de R$ 200 mil, uma viagem para Dubai, nos Emirados Árabes, com hospedagem e direito a um acompanhante, entre outros. 

Francisco diz que sempre teve um cuidado especial com tudo que Paola Carosella lhe dizia. "Tudo o que ela falava, eu anotava, ficava estudando em casa, dormia mal, fiquei tenso, não era uma coisa muito fácil."

Seu concorrente, Pablo afirma que "levou muito na cabeça até encontrar o seu caminho". Para ele, disputar o título com Francisco é inexplicável. "Ele cozinha muito, é muito técnico e merecedor de estar na final."

PAGAR DÍZIMO

Na primeira edição da competição, Paparoto foi eleita a vencedora, recebendo um prêmio de R$ 170 mil. Ela diz ter usado o dinheiro para quitar um apartamento e "pagar o dízimo". "Só fiz essas duas coisas, com R$ 170 mil não dá nem para comprar um apartamento. Mas o prêmio me trouxe reconhecimento e deixou as portas abertas em restaurantes."

Durante a primeira prova do reality, Paparoto não aprovou as ordens do capitão da equipe Ivo Lopes. Ao ser questionado, ele respondeu que ela deveria pegar uma vassoura e varrer o chão. Lopes afirmou ainda que é mais difícil trabalhar com mulheres por sua fragilidade. "Tudo é uma questão de interpretação. Não ajudou ou atrapalhou minha participação", disse Paparoto.

A cozinheira afirma que nunca sofreu preconceito na cozinha porque sempre foi tratada como homem. "Tem homem mole também. Mas as mulheres têm as unhas pintadas, sendo que elas devem estar cortadas e sem esmalte. Ou o cabelo bonito, que vai encher de gordura."

Com 14 anos de carreira, Paparoto afirma que é uma "especialista francesa e italiana com um toque brasileiro". Apesar do conhecimento, adquirido ao trabalhar "com os melhores chefs de São Paulo", ela não pretende abrir seu próprio estabelecimento. "Não gosto de cuidar da parte burocrática e financeira. Gosto de tomar conta da cozinha."

Paparoto diz que a vida de uma chef de cozinha é difícil e afirma que é preciso "ter os pés no chão" para vencer um programa como o "MasterChef Profissionais".

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