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'Brasileiro tem mania de esquecer as maldades', critica Irene Ravache, vilã da próxima novela das 18h

Em "Além do Tempo", a Condessa Vitória Castellini (Irene Ravache) vive amargurada e vestindo luto desde a morte do filho único, Bernardo (Bernardo Marinho/Felipe Camargo).

Pior para os parentes que restaram e para seus criados, que passam a conviver com a língua ferina e "sem filtro" da temida Condessa.

Para a atriz Irene Ravache, 70, a Condessa é um "senhor papel" para se encarar. Não apenas por ser uma vilã assumida, sem pudores ao fazer maldades, mas por dar certas liberdades ao ator de mexer com seu "lado dark".

"A condessa manda calar a boca, diz 'não interessa, sai daqui'. Ela é totalmente politicamente incorreta. O que não se faz, ela faz. Para um ator é ótimo. Eu contraceno muito com minha querida amiga Nívea Maria e digo barbaridades para ela. A Zilda (Nívea Maria) sugere se não seria melhor a Condessa ir se deitar e ela responde: 'você não sabe o que é melhor para mim'. Ela não tem filtro nenhum", adianta Ravache em entrevista ao "F5".

No rol de maldades da Condessa, está uma que acabou se voltando contra ela. Ao tramar a morte da nora, Emília (Gabriella di Grecco/ Ana Beatriz Nogueira), em um acidente de carroça, acabou atingindo o próprio filho, Bernardo, que foi no lugar da amada.


O rapaz é dado como morto, mas Vitória sabe que ele pode estar vivo e sai procurando-o em hospitais, sem contar nada para a viúva. A Condessa também não será muito receptiva ao envolvimento do sobrinho-neto, Conde Felipe (Rafael Cardoso) com a noviça Lívia (Alinne Moraes), que, na verdade, é sua neta, filha de Bernardo.

Com tantas vilanias no currículo de sua personagem, Irene Ravache torce para que não haja redenção para Vitória Castellini, nem mesmo por vontade do público.

"Espero o que não, por que ela faz coisas muito desagradáveis. O brasileiro tem essa mania de, quando o ator traz alguma humanidade para o papel, esquecer as vilanias deles. E, assim, vamos nos esquecendo as vilanias da Petrobras e de tudo que nos cerca", critica. "Espero que as pessoas não gostem muito dela".

A atriz preferiu não ler a sinopse da segunda fase da novela, que se passa 150 anos depois da primeira, e guarda o texto numa gaveta, intocado. Por enquanto, tudo o que ela adianta é que seu neto, o ator Cadu Libonati, que está na atual temporada da "Malhação" vai fazer parte do elenco de "Além do Tempo", nos dias atuais.

"Ele vai ser filho da Gema (Louise Cardoso), não sei se vamos contracenar. Quando o Papinha (Rogério Gomes, diretor da novela) me chamou para conversar, ele me mostrou fotos dos atores e eu tava sem óculos, olhei e falei 'acho que conheço essa pessoa'. Quando vi, era o Cadu", se diverte.

Ravache acredita que o tema central da novela, reencarnação, vai ser bem recebido pelo público, por mostrar "possibilidades e acenos bons" para a vida. A atriz também comemora o reencontro com o texto de Elizabeth Jhin, com quem já havia trabalhado antes em "Eterna Magia" (2007) e pelo qual foi indicada ao Emmy Internacional pelo papel da também amargurada Loreta O'Neill.

"Gosto muito do texto da Elizabeth Jhin. Concorri ao Emmy por um texto dela e foi uma coisa muito importante para mim. Fiquei muito emocionada por ter ido com esse trabalho dela. Então, esse reencontro com ela, fosse qual fosse o tema, eu já estaria dentro e achando muito bom", comemora.

"Além do Tempo" estreia na próxima segunda-feira (13).

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