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'Call of Duty: Modern Warfare' 4 é mais realista e tem missão contra terroristas em Londres

Produtor diz que jogo promove entretenimento 'assim como Hollywood'

 
'Call of Duty: Modern Warfare' 4
'Call of Duty: Modern Warfare' 4 - Divulgação
Beatriz Vilanova
São Paulo

Após três anos de desenvolvimento, a produtora americana de jogos eletrônicos Activision lança, nesta sexta-feira (25), o quarto “Call of Duty: Modern Warfare" para PS4, Xbox One e PC. No novo game, o jogador precisa desbaratar uma célula terrorista internacional e tem missões que se passam dentro de um apartamento de Londres dos dias de hoje, após um ataque na cidade. 

O jogo terá uma grande quantidade de novidades mas, principalmente, uma experiência mais realista. "A tecnologia avançou muito, e usamos isso no jogo com o scan data, um novo sistema de iluminação, que deixará a história bastante realista”, diz o produtor da Infinity War (desenvolvedora da Activiosion) Oscar Lopez, em entrevista ao F5

O produtor esteve na Brasil Game Show 2019, feira de games em São Paulo que aconteceu entre os dias 10 e 13 deste mês, para falar sobre o lançamento. Entre as novidades, diz Lopez, estarão novos ambientes e um sistema de armas inédito e customizável.

"Quando começamos a criar o game, nos perguntamos: ‘E se fizéssemos da arma o personagem principal do jogo?", diz o produtor. "Você poderá customizar o estilo, é claro, e o mais legal é que pode pegar qualquer arma de base e transformá-la. Pode ser uma SMG e fazer um sniper. Não significa que ficará bom, mas você pode fazer”, brinca.

Oscar Lopez adianta que haverá “uma grande quantidade de novos personagens”, e avatares específicos para o modo multiplayer. Uma novidade é que haverá uma pontuação de danos, com a qual os jogadores que matarem o menor número de civis serão recompensados.

Questionado sobre o tempo de duração do game, Lopez diz que vai depender do nível do jogador. "Eu sou experiente, e levei cerca de oito horas no single player. Mas pode durar de 20 ou 24 horas, um jogo mais extenso."

Foram necessárias cerca de 250 pessoas para a criação do jogo, além do suporte de outros estúdios. "Quando começamos a criar o jogo, estávamos focados no feedback de várias pessoas, escutando nossos fãs e o que eles demandavam. Estamos animados e espero que eles gostem."

Lopez ainda diz que há muito mais para ser explorado no universo de “Call of Duty”. “Ficaram muitas ideias na mesa, porque decidimos que, se tivéssemos boas ideias mas não pudéssemos poli-las, seria melhor não colocá-las no jogo”.

​Jogos como “Call of Duty” são frequentemente apontados como influenciadores para terroristas, como o caso do australiano Brenton Tarrant, autor de um ataque que deixou 51 mortos em março deste ano em duas mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia. Mas Lopez reforça que o game não tem essa intenção, e não foca na parte da violência. 

No fim do dia, nós estamos criando entretenimento, assim como livros, TV, filmes… Não é diferente, é para ser entretenimento. Focamos num bom momento de lazer para as pessoas, assim como Hollywood faz. Não estamos glorificando a violência de nenhuma forma; não temos sequências de mortes loucas e em gráficos, pois não focamos nisso. Existe uma fantasia no jogo."

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