Música

'As drag queens sempre cantaram, mas não eram vistas como estrelas', diz Gloria Groove

Cantora lançou clipe, 'Arrasta', com participação de Léo Santana

Gloria Groove durante evento para lançar clipe com Léo Santana
Gloria Groove durante evento para lançar clipe com Léo Santana - Eduardo Martins / AgNews

Fernanda Pereira Neves
São Paulo

A cantora Gloria Groove, 23, lançou, na noite desta terça-feira (5), o clipe da música “Arrasta”, feito em parceria com o baiano Léo Santana. Uma faixa que começou como um funk, mas acabou ganhando um quê do pop paulista, do pagode baiano e até um pouquinho de batida tecnobrega, explicam os dois. 

A parceria inédita começou com um convite de Gloria pelo Instagram, há alguns meses. Léo diz que aceitou na hora, sem nem ouvir a música. “Quando ela me mandou depois, pronta, eu pirei, era a minha cara, tem coisas da Bahia que ela colocou ali. E falei: ‘Tô dentro!’”, afirmou Léo.

Gloria conta que já admirava o trabalho do baiano, mas demorou para contar aos assessores que queria convidá-lo para o trabalho. "Eu tinha medo de dar essa ideia e ouvir: 'menos, vai'"​, conta a cantora em meio a gargalhadas. Mas os assessores a incentivaram e o "sim" veio fácil. 

“Está sendo um dos maiores trabalhos que já fiz na minha vida, eu me senti fora do país, gravando com a Beyoncé. Uma coisa monstruosa, selvagem”, brincou Léo Santana, que disse ter se sentido como o rapper americano Kanye West, com o figurino e a produção do clipe. 

DRAG NO POP

Gloria aproveitou o evento para comentar a presença das drag queens no pop nacional. "É impossível esvaziar, apagar, acabar a história feita por Léo Aquilla, Dimmy Kieer e Veronika, nos anos 1990. As drag queens sempre cantaram, mas elas nunca eram vistas como estrelas em potencial. Precisou de uma transformação no inconsciente coletivo para que a gente fosse visto dessa forma. O trabalho de pessoas como o de Pabllo Vittar transformou isso, da água para o vinho." 

“É gratificante mesmo saber que hoje a gente faz parte do game junto com as cantoras que há pouco tempo a gente era fã, admirava. Quando me vi na mesma premiação que Anitta eu disse: ‘Caramba!’. Serve pra gente se sentir parte do todo. A gente merece, pode e vai ser respeitado como qualquer outro artista”, completa ela.

Gloria afirma que sempre se identificou como um rapaz, mas que a chegada da drag queen foi o que alavancou sua carreira artística, mesmo já tendo trabalhado como ator e dublador, além de arriscar nos vocais na infância —seguindo os passos da mãe, backing vocal da banda Raça Negra. 

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