Música

Gilberto Gil diz que abolição não deve ficar só no papel, mas conquiste as consciências

O fim da escravidão no Brasil completou 130 anos neste domingo (13)

O cantor Gilberto Gil
O cantor Gilberto Gil - Reprodução/Twitter/gil

São Paulo

O cantor Gilberto Gil, 75, afirmou que precisa haver no Brasil uma abolição que não fique apenas no papel, mas que conquiste as consciências. 

"Precisamos vivenciar uma nova extinção da escravatura, que transcenda o corpo da lei e faça prevalecer o seu espírito. Uma abolição que não fique só no papel, que conquiste as consciências", disse Gil, em sua conta no Twitter neste domingo (13). 

A declaração aconteceu no dia em que se completa 130 anos do fim da escravidão no Brasil. Em 13 de maio de 1888, a filha do imperador do Brasil Pedro 2º, princesa Isabel, assinou a Lei Áurea pondo fim à escravidão no país. 

Para a antropóloga ​Lilia  Schwarcz, não há motivo para celebrar os 130 anos da Lei Áurea. "Não há por que festejar o fato de termos sido a última nação do Ocidente a extinguir esse perverso sistema mercantil, sustentado à custa de milhões de africanos e africanas que foram arrancados de suas nações."

Gilberto Gil disse ainda que "reconhecer o racismo no Brasil é passo fundamental para enfrentá-lo de forma mais efetiva."

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