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Novo filme da série "Tainá" tem pré-estreia nacional

A pré-estreia nacional de "Tainá 3 - A Origem" - último filme da trilogia da indiazinha guerreira - ocorreu neste sábado (30) em Florianópolis, durante a 11ª Mostra de Cinema Infantil.

Com a presença da atriz principal Wiranu Tembé, de 6 anos, a produção foi muito bem recebida pelas cerca de 650 pessoas que estavam na plateia.

As reações foram além das risadas e dos sustos. Crianças imitaram sons de pássaros durante a sessão e bateram palmas com a música final.

"Quando eles começaram a acompanhar a canção, eu falei 'aconteceu, o filme funciona' e chorei", disse a diretora do longa, Rosane Svartman.

O filme, que entra em cartaz no dia 11 de janeiro de 2013, mostra como Tainá se tornou a heroína dos dois filmes anteriores, contando sobre a morte da mãe da menina e a forma como o velho sábio Tigê (Gracindo Junior) a encontrou e criou.

Como no restante da saga, que já levou 1,7 milhão de espectadores aos cinemas, Tainá precisa lutar contra a destruição da floresta amazônica.

Desta vez, o alvo é "a grande árvore", sagrada para os indígenas, e o vilão é Vitor (Guilherme Berenguer). Svartman afirma que qualquer semelhança com o enredo de "Avatar" é mera coincidência, inclusive as sementes flutuantes que se parecem com as da árvore da vida. "A inspiração veio de 'A Lenda', na verdade", diz.

Neste desafio, Tainá conta com a ajuda de Laurinha (Beatriz Noskoski), menina da cidade que está de férias no local, e Gobi (Igor Ozzy), índio de uma aldeia próxima que usa um laptop para fazer cálculos.

Crédito: Divulgação
Atriz Wiranu Tembé, que encarna a personagem "Tainá" no filme

Durante a aventura, os três encontram diversos bichos, como um filhote de onça, que causou um "oooh" geral quando apareceu na tela pela primeira vez.

As cenas com animais foram algumas das mais difíceis de gravar, segundo a diretora, pois eles precisam de tempo e cuidado, principalmente quando tem de contracenar com os atores mirins. A naturalidade das crianças na maior parte dos trechos foi considerada outra conquista.

Wiranu nem falava português quando foi escolhida, entre 2,2 mil garotas, para viver Tainá. Só sabia Tupi, a língua de sua aldeia, Tekohaw, em Paragominas, no Pará.

Ela foi orientada pelo preparador de elenco Claudio Barros e não teve grandes dificuldades. "Também procuramos manter um clima de brincadeira no set, deixando o ambiente bem leve", conta Svartman.

O mesmo foi feito na pré-estreia. Wiranu teve que pegar barco, carro, ônibus e avião para chegar a Florianópolis. "Vamos brincar de repórter?", perguntava Claudio antes das entrevistas que ela teve de dar. Tímida, a garota ia com tranquilidade, apesar de achar "meio chato".

Tudo isso vai deixar saudades para a equipe e os fãs. O produtor Pedro Rovai afirma que "Tainá" deixará de ser filme e passará a ser desenho, cuja exibição está sendo negociada com três canais. "Dói no coração. Mas isso vai nos permitir criar aventuras ainda mais ousadas", diz.

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