SPFW

Amapô leva corpos trans e fora do padrão à passarela da SPFW

Grife fugiu de padrões dos desfiles, com modelos sorridentes e dançantes

Modelos dançam e cantam Madonna em desfile da Amapô
Modelos dançam e cantam Madonna em desfile da Amapô - Edu Alpendre /Fotoarena/Folhapress

Anahi Martinho
São Paulo

Grife queridinha de famosas como Pablo Vittar e Jaloo, a Amapô levou a sério a desconstrução de gênero em seu desfile, realizado nesta quinta-feira (26), último dia da 45ª SPFW, no espaço União Fraterna, na Lapa.

Na passarela, desfilaram modelos transgêneros, não-binários, queers e com diferentes formas e tamanhos de corpo, fugindo ao rançoso padrão estético que ainda persiste nos eventos de moda.

Além dos corpos variados, a postura dos desfiles foi inovadora: os modelos entraram sorrindo, fazendo gracejos para o público, dançando e dublando clássicos do pop como Madonna, Lady Gaga e Britney Spears.

Tudo combinando com a alma jovem da coleção, que trouxe referências do hip hop, grafitti, cores neon, moletons e tênis -- tudo com muito brilho.

A discussão de gênero é provocada até no nome da marca, que significa mulher em pajubá -- espécie de dialeto queer originário de línguas de matrizes africanas, como o iorubá.

A cantora Mariana Aydar, que conferiu o desfile, foi só elogios à coleção: "Orgulho das minhas amigas Carô e Pitty! Desfile lindo louco!"

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