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Krishna Mahon
Descrição de chapéu Sexo casamento

Querosene pra atiçar o fogo no rabo

Sua TV pode proporcionar mais prazer do que imagina e sem pornô

Jove e Juma em "Pantanal" - Reprodução/Globo
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Sabe quando você passa por uma cena do "Pantanal" e sente o fogo surgir no rabo? Atenção casados: essa fagulha pode servir de desejo responsivo e botar querosene no fogo no rabo, mesmo que ele pareça extinto. E tem muita coisa boa, entre séries e filmes, para assistir com a mão ocupada, ou partir para a ignorância em seguida, rs. Fica que eu vou citar algumas. Aliás, senta (no duplo sentido) que vale a pena.

Aprendi outro dia que dentro de uma relação de casal, especificamente acerca da vida sexual, há uma distinção que é feita entre desejo espontâneo e desejo responsivo. O desejo espontâneo é quando a flor do fogo no rabo brota, tal como o próprio nome diz, espontaneamente, ele simplesmente surge e nos arrebata. Pena que essa combustão espontânea vai diminuindo com o tempo.

O desejo responsivo é fogo no rabo doloso, ou seja, quando há a intenção de incendiar o fiofó alheio, quando se realizam ações premeditadas com o intuito de despertar o desejo do outro. E tem uma beleza nesse atiçar, né? Esses estímulos externos retroalimentam físico-psicologicamente, ou seja, é uma piromania do bem, rs.

Finalmente a indústria pornô tem todas as cores do arco-íris, com conteúdos para todas as letrinhas do universo LGBTQIA+, tem pornô feminista, tem de tudo. Eu não sou habituê do x-rated. Muitos amigos são mas assistem exclusivamente na sessão autoamor, sem "conje" envolvido.

Lembra quando você via Emannuelle escondidinho na madrugada da Band e ficava matando cachorro a grito? Por falar em Band, no SexPrivé Club a gente quebra tabus e solta uns gatilhos todos os sábado. Como chamava aquele programa safado no Multishow que passava perto da meia-noite?

Mas tem conteúdo incrível à beça, que não foi necessariamente concebido para provocar e, entretanto, provoca. Outro dia saiu uma listinha aqui na Folha, "Conheça 5 séries picantes no streaming para se esquentar embaixo do edredom". Guilherme Luis citou: "Verdades Secretas 2", "Easy", "Amizade Dolorida", "Elite" da Netflix e "Mrs Fletcher", da HBO Max.

Senti falta das maravilhas da Amazon Prime, todas de umedecer as calcinhas: "Dom", que tem a cena mais deliciosa de ménage que já vi na vida; "Lov3", já citada nessa coluna, que vem mais desconstruída; e "Sentença", com roteiros impecáveis da Paula Knudsen e equipe, além da atuação sempre brilhante de Camila Morgado. Quem lê a sinopse ou assiste ao trailer de "Sentença" não imagina que é quente, mas é.

Trabalhei a vida toda como executiva de TV e uma das sequelas é curtir conteúdo bom. Não me venha com "50 Tons de Cinza", ou "356" pro meu lado, que meu peru imaginário vira um umbigo. Broxo na hora. Aceito de "Game of Thrones", "Euphoria" e "How to Get Away With Murder" pra cima.

Desde "O Rebu" saquei o je ne sais quoi e o ziriguidum do Jesuíta Barbosa. Nos falamos numa live gostosa no começo da pandemia organizada pela Vitrine Filmes e eis que o Brasil todo finalmente viu o mesmo que eu em "Pantanal". Aliás, Jesuíta, Cauã, Wagner Moura, Idris Elba, Adam Driver, Ryan Reynalds... Minha lista de krushs do olimpo é tão grande que tinha esquecido o cantor Latino lá, mas foi banido por justa causa.

A série "Pam & Tom", da Star+, conta a história real sobre o primeiro "caiu na net", aquele vídeo íntimo do casal Pamela Anderson e Tommy Lee que vazou quando a internet ainda engatinhava. A série é safada e divertidíssima, tem até uma cena do peru do Tommy Lee conversando com a câmera.

Falaram que "Rua Augusta", "Girls" e "The Brown Bunny" são tão quentinhos quanto o "Hard", "Me Chama de Bruna", "Ilha de Ferro" e "Coisa Mais Linda", que vi e gostei bastante.

E tem filme na mesma onda ouriça-libido: clássicos como "Calígula", "Perdas e Danos", "Ninfomaníaca", "A Secretária", "Shame", "Shortbus", "Infidelidade", além dos brasileiros "O Lobo Atrás da Porta", "Tatuagem", "O Beijo no Asfalto", "Depois a Louca Sou Eu".

A Phoda Madrinha só quer que você transe se quiser, com quem quiser e quando quiser. E que não te falte desejo espontâneo, mas também torço para que você se abra pro desejo responsivo e que, uma vez a coisa aberta, não falte fogo no rabo. Aproveita e me conta aqui nos comentários ou no Instagram @krishnamahon o que assistiu de muito bom e safado.

Krishna Mahon

Jornalista e cineasta indicada ao Emmy, é apresentadora do SexPrivé Club da Band. Foi produtora da Discovery e diretora de conteúdo do History.

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