Zapping - Cristina Padiglione

Macacão vermelho é peça-chave no sucesso de 'A Casa de Papel'

Pelo menos 600 uniformes foram produzidos em 5 temporadas da série

Hovik Keuchkerian como Bogotá, Úrsula Corberó como Tókio, Rodrigo de La Serna, o Paslermo, Itziar Ituño como LOisboa, Miguel Herrán, o Rio, Jaime Lorente como Denver em cena da 5ª temporada da série espanhola "La Casa de Papel" - TAMARA ARRANZ/NETFLIX
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A primeira parte da 5ª e última temporada de "La Casa de Papel" chega à Netflix dentro de uma semana, em 3 de setembro, e a plataforma tem trabalhado para aquecer a expectativa do público pela contagem regressiva da saga iniciada com o grande assalto à Casa da Moeda da Espanha.

Parte do sucesso do título é carregado inegavelmente pelo figurino marcante, o macacão que identifica assaltantes e seus reféns em cena, acompanhados pelas máscaras de Salvador Dalí, que virou febre até no nosso Carnaval --quando tínhamos Carnaval.

Há quem diga que o figurino já representa de 30% a 50% do trabalho de um ator na composição do personagem. O quesito é peça fundamental na compreensão do contexto da história a ser contada, mérito de peso na conquista da popularidade da série no mundo todo.

“Nós estamos sempre em busca de algo único", diz Álex Pina, criador da série. "É preciso, de alguma maneira, ter um diferencial, uma identidade e DNA próprio”, explica.

A decisão foi reduzir as cores primárias e destacar o vermelho entre todas as outras, como informa ele em texto distribuído à imprensa pela Netflix. “Por isso que todos os nossos ladrões e reféns deveriam usar uniformes, para que o macacão vermelho se tornasse peça-chave no visual da série”, conta o diretor Jesús Colmenar.

Mais de 600 macacões vermelhos foram usados ao longo das cinco temporadas da produção. “É muito enriquecedor produzir os figurinos de 'La Casa de Papel' porque cada personagem é muito diferente do outro. Tem sido um desafio muito gratificante vestir, com o icônico macacão vermelho, cada personagem individualmente e depois em grupo”, atesta Carlos Diez, que assina o figurino da série.

Confira algumas curiosidades da franquia, que chega ao fim em breve:

  • Ao longo das cinco temporadas, foram utilizadas nas filmagens mais de 300 locações em 7 países;
  • As gravações aconteceram na Espanha, Tailândia, Dinamarca, Panamá, Portugal, Itália e Reino Unido, onde foram filmadas as cenas do cofre inundado do Banco da Espanha;
  • 6000 barras de ouro cenográficas foram produzidas para a série, além de 1 milhão de notas de 50 euros, também cenográficas, foram impressas para serem atiradas nas ruas de Madri;
  • Em 41 episódios, todo esse tesouro foi disputado com o uso de 275 armas diferentes, somadas às 150 munições de guerra que Gandía mantém em seu arsenal privado dentro do Banco da Espanha.

O primeiro trailer dos episódios que vêm aí saiu no início de agosto:

Zapping - Cristina Padiglione

Cristina Padiglione, 50, é jornalista e escreve sobre assuntos relacionados à televisão. Ela cobre a área desde 1991, quando a TV paga ainda engatinhava. Ela passou pelas Redações dos jornais Folha da Tarde (1992-1995), Folha (1997-1999) e O Estado de S. Paulo (2000-2016), entre outras publicações. Ela também tem o blog Telepadi (telepadi.folha.com.br), hospedado no site da Folha.

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