Bate-Papo na Web

Na pandemia, aparelhos eletrônicos são usados para tudo, mas nem todos têm acesso

Aprenda a ter solidariedade virtual

Aplicativos de celular
Aplicativos de celular - Reuters

O uso de computadores, tablets e celulares é irreversível. Mas, como você disse no último artigo: e quem não os tiver? É absurdo que exijam que a pessoa tenha um celular para poder acessar serviços necessários. Há sites em que para nos cadastrar temos que ter um número de celular. Se não temos, não podemos completar o cadastro. Gilberto Villalva

De fato, o mundo está cada vez mais digital. Principalmente em tempos de pandemia, em que temos que ficar em casa para não sobrecarregar os hospitais, a necessidade de resolver tudo pela internet se torna cada vez maior.

É por isso que também é cada vez mais importante praticar uma virtude que tem aflorado muito nestes tempos sombrios: a solidariedade. Por mais que hoje em dia já existam no país mais de um celular por habitante (já são 230 milhões de aparelhos, segundo a última pesquisa da Fundação Getulio Vargas), isso não significa que nem todo mundo tenha um celular. E não podemos deixar ninguém para trás.

Então, quem tem celular, computador ou tablet e tem facilidade com tecnologia pode e deve ajudar quem não tem ou quem não sabe usar. Se, por um lado, faltam vagas em hospitais e faltam empregos, por outro lado sobra tempo na quarentena. E por que não aproveitar esse tempo para fazer o bem para alguém?

Não basta apenas encaminhar links para campanhas de arrecadação de recursos ou abaixo-assinados. Se a causa for importante, continue encaminhando, sim, se puder contribua, se quiser assine. Mas procure fazer mais do que isso.

Já ouviu que “tempo é dinheiro”? Então, doe seu tempo. Ajude aquele colega a acessar o aplicativo “Caixa Tem”. Empreste o número de celular para o parente que precisa preencher um cadastro. Ensine a avó a fazer compras pela internet (à distância, por favor, se não morarem juntos).

​Tempo não é só dinheiro. Tempo é amor. É um investimento que retorna em dobro na forma de paz de espírito na hora que perdemos alguém.

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Alessandra Kormann é jornalista, tradutora e roteirista. Trabalhou sete anos na Folha.
Desde 2005, é colunista do Show!, do jornal Agora.

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