Bate-Papo na Web

Saiba algumas dicas para sobreviver a brigas políticas na web

Veja como chegar são às festas de fim de ano

Facebook - AFP

Não aguento mais discussão política no WhatsApp e no Facebook. Tenho saudades de quado o grupo da família era divertido e as pessoas só mandavam piadas e fotos das crianças. (Leda, 61)

Realmente, o que mais tenho ouvido são histórias de brigas políticas em grupos na internet. Há pessoas cada vez mais enlouquecidas, defendendo políticos de forma totalmente irracional, como se estivessem torcendo para um time de futebol.

Sempre vale lembrar que não existe nenhum ser humano perfeito, que dirá um político. Todos têm seus defeitos, seus pontos fracos. Quando a pessoa apoia alguém, não precisa ser cega. Saber criticar o que está errado é sinal de inteligência.

Dito isso, aí vão algumas dicas para sobreviver ao debate político nos grupos e chegar são até o Natal:

1- Quando for compartilhar um meme ou uma opinião polêmica, pense no público que vai ler. Você quer causar, provocar, criar uma discussão? Não seria melhor enviar aquilo só para quem sabe que vai curtir?

2- Às vezes, a discussão é inevitável, principalmente se alguém ofende valores importantes para você. Ninguém precisa engolir sapo, todo mundo tem direito de se expressar. Mas também é importante saber a hora de parar.

3- Pense se a discussão vale a pena. Você tem chance de ser ouvido? Pode ajudar a influenciar alguém positivamente? Se souber que não tem a menor chance, qual o sentido disso?

4- Para ser ouvido, saiba também ouvir. Tente entender os argumentos do outro. Reflita se fazem sentido.

5- Na hora de se expressar, escolha bem as palavras, não ofenda. Não recorra a frases feitas, elabore o seu próprio raciocínio.

6- Evite ler mensagens perturbadoras antes de dormir para evitar insônia ou logo depois de acordar para não estragar o dia.

7- Agora, tudo tem um limite. Se a pessoa defender tortura, assassinato e outras coisas bizarras, isso não é discussão política. É barbárie. Aí pense bem se vale a pena fazer parte desse grupo.

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Alessandra Kormann é jornalista, tradutora e roteirista. Trabalhou sete anos na Folha.
Desde 2005, é colunista do Show!, do jornal Agora.

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