Bate-Papo na Web

Para evitar as notícias falsas, é preciso atenção às manipulações e bom senso

Entenda a importância de consultar mais de uma fonte

Fake news no Faebook - AFP

O artigo que você escreveu sobre fake news foi bem claro. Só faltou acrescentar que o ideal é consultar mais de uma fonte, pois a chance de a notícia ser verdadeira é maior. Marcelo (não revelou a idade)

O leitor tem toda a razão. Ele se refere à coluna publicada no dia 12 de outubro. Um dos princípios básicos do jornalismo, na hora de apurar uma reportagem, é ouvir mais de uma fonte. Hoje em dia, com a proliferação das fake news (notícias falsas), esse princípio também deve ser seguido pelos leitores: procurar mais de uma fonte.

Mas é preciso cuidado. Nem tudo o que está na rede é verdade. Antigamente se dizia que “o papel aceita tudo”, e infelizmente a tela aceita tudo também. Principalmente as telinhas do celular. E não é porque o site é bem colocado que ele diz a verdade. Existem sites com aparência profissional que são fábricas de fake news.

Então, na hora da dúvida, procure sites de veículos de imprensa renomados, grandes portais, universidades. Existem também sites específicos para checar se algo é fake news, como aosfatos.org, projetocomprova.com.br, piaui.folha.uol.com.br/lupa, g1.globo.com/fato-ou-fake e outros.

Vale ainda usar o bom senso. Aqueles vídeos que começam com “isso a mídia não mostra”, pode desconfiar. São manipulações grosseiras, imagens editadas, fora de contexto. Se fossem realmente bombásticos, não tenha dúvida de que a “mídia” iria mostrar, pois clique é dinheiro. Se não mostra, é porque a credibilidade vale mais do que uma porção de cliques.

Saiba identificar os verdadeiros especialistas. Ser coach e youtuber não é credencial. Procure saber a formação do autor do vídeo ou do texto, veja se há pesquisas publicadas, currículo na plataforma Lattes: lattes.cnpq.br. E principalmente, sempre vale lembrar: não repasse fake news, é feio, pega mal. Não passe essa vergonha.

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Alessandra Kormann é jornalista, tradutora e roteirista. Trabalhou sete anos na Folha.
Desde 2005, é colunista do Show!, do jornal Agora.

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