Cinema e Séries
Descrição de chapéu Cinema

Diretor diz como achou protagonista de versão americana de 'Julie e os Fantasmas'

Sem experiência, ela enviou vídeo cantando e fazendo diversos papéis

Madison Reyes em cena de 'Julie and the Phantoms'

Madison Reyes em cena de 'Julie and the Phantoms' Kailey Schwerman/Netflix

São Paulo

Responsável por sucessos entre o público adolescente como "High School Musical" e "Os Descendentes", o diretor Kenny Ortega, 70, escolheu adaptar a série brasileira "Julie e os Fantasmas" como novo projeto. Ao F5, ele contou que assistiu a alguns episódios da versão original e adorou.

Também coreógrafo (ele coordenou os movimentos de Jennifer Grey e Patrick Swayze em "Dirty Dancing", por exemplo), ele agradeceu a todos os brasileiros envolvidos, sem os quais jamais teria feito "Julie and the Phantoms", que estreou na Netflix no último dia 10.

Ortega explicou como foi o processo para achar a atriz que protagonizaria a série. "Nós criamos um roteiro que pedia tudo. Queríamos atores que pudessem trazer humor, emoção, alegria e surpresa, mas também que tivessem talento musical", contou. "Eu sei que a Netflix falou: 'Como vocês vão achar essas pessoas?'."

Confira trechos da entrevista em vídeo

Foram enviados cerca de mil cartas pedindo indicações a escolas com programas de artes nos Estados Unidos e no Canadá. Depois de ver centenas de candidatas, eles escolheram Madison Reyes, na época com 14 anos (hoje ela tem 16) para o papel que, no Brasil, foi de Mariana Lessa. Apesar de não ter nenhuma experiência, a americana de família porto-riquenha conseguiu encantar a todos. "Achamos a nossa Cinderela", brincou o diretor.

Ele diz que desde o começo quis que a protagonista tivesse ascendência latina e que a diversidade do elenco sempre foi uma preocupação. "Mesmo antes de eu ser diretor, quando trabalhava como coreógrafo, muitas vezes as emissoras diziam que o meu corpo de baile era 'muito escuro', sabe? E eu dizia: 'Então acendam mais luzes'", revelou.

"Isso simplesmente pareceu natural para Julie", avaliou. "E mesmo se não fosse… Eu não faria se não fosse. Eu não vou fazer nada que não me dê a oportunidade de ter uma inclusividade rica e uma diversidade étnica no meu trabalho."

Final do conteúdo

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem