Cinema e Séries
Descrição de chapéu Cinema

Eduardo Sterblitch promove 'terapia em grupo' com novo talk show do Globoplay

Programa é gravado semanalmente, de dentro da casa do humorista

Eduardo Sterblitch
Eduardo Sterblitch em 'Sterblitch não tem um Talk Show: o Talk Show', no Globoplay - Victor Pollak/Divulgação
São Paulo

“Sterblitch não tem um Talk Show” surgiu há alguns anos como uma peça de teatro. Mas, nesta sexta-feira (5), ele se reinventa para se transformar em atração de streaming exclusiva da Globoplay, sob o nome de “Sterblitch não tem um Talk Show: o Talk Show”.

Em tempos de quarentena, o programa digital comandado por Eduardo Sterblitch é gravado inteiramente dentro da casa do humorista. A ideia, segundo ele, é promover uma “terapia em grupo” com conversas sobre os mais diferentes assuntos, via live no Twitter e Facebook do Gshow, com anônimos (da plateia virtual, criada mediante pré-inscrição) e famosos (como Fábio Porchat e Fátima Bernardes).

Tais conversas, que acontecem às segundas e terças-feiras às 22h, são então editadas e, nas sextas-feiras seguintes, lançadas como o programa na Globoplay. A intenção é fazer 24 lives, resultando em 12 episódios, lançados semanalmente –o primeiro episódio, gravado nesta segunda (1º), contará com a presença do casal Michel Melamed e Letícia Colin, e da cantora Ivete Sangalo.

“Minha vontade é fazer exatamente o contrário dos talk shows; não conversar com famosos, mas com o público. Ver o que a galera tem a dizer, até porque é um momento de muita divisão”, explica o humorista em coletiva de imprensa via videoconferência. “É uma paródia, na verdade, da quantidade de humoristas que fazem talk show, [...] uma coisa mais ‘deep web’, como se a gente fosse um vírus ali. Como se estivéssemos fazendo um programa que nem a Globo sabe que tem”.

Aberto a todos os temas, Sterblitch diz que se permite abordar assuntos recorrentes, como a política, mas que a intenção é não falar sobre aquilo que todos já estão falando, muito menos polemizar em cima desses temas. "Não sou uma pessoa intelectual, não consigo dissertar sobre muitos assuntos de uma forma muito profunda, mas sou muito sensível", diz. “Vamos respirar e rir junto, porque eu não aguento mais ficar discutindo, ficar nervoso e ansioso".

Para não fazer "mais do mesmo", Sterblitch diz que acompanha os projetos atuais de Fábio Porchat, Marcelo Adnet e Tatá Werneck para conseguir criar algo inovador. O “talk show” do nome do programa, segundo ele, é uma forma de popularizá-lo, uma vez que o formato costuma ser atrativo para o público.

“Ele não tem essa responsabilidade de ser um programa de televisão”, explica. “Pra mim é muito mais uma peça [de internet] do que um programa de TV. [...] Só quero fazer a minha arte e fazer a diferença de alguma forma, seja como for".

​Ainda assim, Sterblitch reconhece o papel da televisão ao devanear sobre os ambientes de hospitais, onde muitas pessoas estão acamadas e assistindo à TV. "Normalmente essa televisão está ligada na Globo. A não ser que essa pessoa seja muito fã do Bolsonaro, aí ela coloca na Record ou no SBT", diz.

Questionado sobre se resistiria a entrevistar alguém, o humorista afirmou que não. “Tem muitas pessoas que eu não gosto, mas acho que mesmo assim os entrevistaria. Sou curioso acima de raivoso”, diz ele, reafirmando que prefere se desafiar e se surpreender, do que fazer um trabalho puramente pelo salário. “Quanto mais nervoso eu fico, artisticamente, mais atento eu fico e mais presente”.

No programa, ele pretende ser “um Edu cru”, seguindo seus trabalhos de teatro, que o obrigam a lidar com o improviso. Para isso, conduzirá durante as lives games e dinâmicas divertidas com a linguagem da web, incluindo a criação de memes e "trollagens".

“Nunca imaginei que faria televisão e ficaria famoso. O Edu raiz é muito insuportável, e meio metido”, brinca. “Nunca me achei engraçado. Descobri que eu era engraçado no Pânico [na TV, da Band], porque me chamaram para fazer mais de uma vez.”

Depois de participar de humorísticos, séries, novela e programas voltados para mulheres e até crianças, Sterblitch ainda quer “fazer de tudo” –mas somente se o público permitir. “Se o público me cancelar, talvez eu não consiga. Mas se eu continuar não sendo cancelado, talvez eu consiga alçar outros voos”.

Final do conteúdo

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem