Cinema e Séries

Fundação de Salvador Dalí quer receber pelo uso da máscara do pintor em 'La Casa de Papel'

Produtora se defende e afirma que trata-se de uma caricatura

Personagem Nairobi (Alba Flores) de 'La Casa de papel'
Personagem Nairobi (Alba Flores) de 'La Casa de papel' - Divulgação/Netflix
Leonardo Volpato
São Paulo

A série “La Casa de Papel” caiu no gosto dos brasileiros, ganhou Emmy e já tem uma terceira temporada encaminhada para este ano. Ela também foi a mais buscada na internet no ano passado. Porém, a série está causando um certo alvoroço com relação à Fundação Gala-Salvador Dalí, que protege e promove o legado do artista espanhol.

A entidade, segundo o jornal espanhol El País, quer receber pelos direitos autorais do uso da imagem do artista na obra. Na ficção, bandidos assaltam a Casa da Moeda espanhola e usam máscaras com a caricatura de Dalí.

Segundo a publicação, a parte jurídica da fundação já está trabalhando para desmascarar os personagens da série da Netflix. Ou, pelo menos, para receber por isso. “Estamos em vias de regularizar o uso do direito de imagem de Salvador Dalí”, disse a entidade.

A fundação foi criada pelo próprio pintor em 1983. Para ela, não se trata apenas de uma questão financeira. “Qualquer pessoa que pretenda exercer ou explorar algum desses direitos deve ter a autorização prévia da fundação. E se a fundação tomar conhecimento de que esses direitos foram violados, tentará resolver a situação, exigindo a regularização dos usos não autorizados”, disse.

Ao jornal, a Vancouver Media, produtora da série, disse que a Fundação Dalí, à época, não enviou nenhum requerimento para regulamentar o uso da máscara e que “a máscara é um desenho que lembra Salvador Dalí, mas um bigode assim pode ser usado por qualquer um”. Afirmou também que o setor jurídico da produtora optou por não pedir autorização, pois tratava-se de uma caricatura.

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