Celebridades

Sikêra Júnior é denunciado por ativista por LGBTfobia

Agripino Magalhães fez queixa-crime contra ele no Ministério Público

Sikêra Júnior - Divulgação
São Paulo

O ativista LGBTI+ Agripino Magalhães apresentou uma denúncia crime ao Ministério Público de São Paulo contra o apresentador do programa Alerta Nacional, Sikêra Júnior, a RedeTV!, por LGBTfobia, nesta quarta-feira (12). Procurados, a emissora e o apresentador não haviam dado retorno até a publicação da matéria.

Magalhães diz que denunciou o apresentador por ele associar as LGBTI+ as drogas, intolerância religiosa, discurso de ódio, homofobia e transfobia. Ele propõe uma ação indenizatória na área cível contra o programa, a equipe e a emissora.

Na queixa-crime, o ativista pede ainda que a Rede TV! tenha a sua concessão de funcionamento cancelada até que se adeque às normas legais. “[Programas como esse] são mau exemplo para os jovens, para adolescentes, para as crianças que assistem e acham comum pessoas serem fuziladas, assassinadas, a rasgarem o CPF, que gays sejam execrados”, diz.

O ativista alerta na queixa que o temor com as falas como a de Sikêra é que "argumentem elementos que saiam às ruas matando gays”. Ele citou como exemplo o caso do cabeleireiro Plinio Henrique de Almeida que foi morto “brutalmente” por dois homens porque estava passeando na avenida Paulista com o marido.

Em março, o Magalhães sofreu ameaças de morte após denunciar Neymar Jr. no Ministério Público de São Paulo, por chamar o seu ex-padrasto, Tiago Ramos, de "viadinho" e outras ofensas homofóbicas em áudio vazado. A Polícia Civil de São Paulo instaurou, após requisição do Ministério Público, inquérito policial para apurar crimes de injúria e ameaça que teriam sido cometidos contra o ativista.

"Depois que entramos com a representação começaram a me atacar nas redes sociais e por telefone", contou Magalhães ao F5, em março. "Recebo diariamente, a todo minuto, vários comentários horríveis. Eu não sabia que tinha esse tanto de pessoas com tanto ódio."

Em agosto do ano passado, o ativista, denunciou ao Ministério Público de São Paulo o cantor Netinho da Bahia e o humorista Carlos Aberto da Silva (conhecido como Carlinhos "Mendigo", do Pânico na TV) por "crimes homofóbicos".

A denúncia contra Netinho é em relação à publicação no Instagram e Facebook, em que o cantor diz que "se esse pessoal LGBT não vivesse de acordo com o fiofó, pensando com o fiofó, o Brasil ia ser maravilhoso" [sic].

Já Silva é denunciado por publicar uma montagem em que usa foto atual de Thammy Miranda e seu filho, ao lado de foto do ator antes da mudança de sexo, em tom de ironia. Diz, ainda: "Prefiro ser órfão do que ser adotado por uma mulher operada que se passa por homem para ter o privilégio de adotar uma criança".

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