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Júlio Cocielo vira réu por crime de racismo após denúncia do Ministério Público

Caso seja condenado, a pena é de dois a cinco anos de prisão, além de multa

O youtuber e influenciador digital Júlio Cocielo Estaniecki
O youtuber e influenciador digital Júlio Cocielo Estaniecki - Instagram-7.ago.2020/@cocielo
São Paulo

Júlio Cocielo, 27, conhecido pelos vídeos do CanalCanalha no YouTube, virou réu na Justiça após ser denunciado pelo MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) por racismo. Caso seja condenado, ele pode pegar uma pena de dois a cinco anos de prisão, além de ter de pagar multa.

De acordo com a promotora Cristiana Stiner, o youtuber e influenciador digital incitou a discriminação e o preconceito de cor por meio de comentários publicados no perfil dele no Twitter.

Os comentários foram feitos entre 2 de novembro de 2011 e 30 de junho de 2018 —vale lembrar que o crime de racismo é imprescritível. Em um deles, Cocielo escreveu: "O Brasil seria mais lindo se não houvesse frescura com piadas racistas. Mas já que é proibido, a única solução é exterminar os negros".

Durante a Copa do Mundo de 2018, também repercutiu negativamente quando ele disser que o jogador Mbappé, da seleção francesa, conseguiria "fazer um arrastão top na praia, hein".

Segundo a Promotoria, o youtuber "reforça os estereótipos contra os negros numa mídia de largo alcance". Além disso, a atividade profissional dele contribui "para a incitação e proliferação do racismo e de todas as suas consequências psíquicas, sociais, culturais, econômicas e políticas".

Além do processo criminal, Cocielo também responde a uma ação civil pública no qual o Ministério Público cobra uma indenização de R$ 7,5 milhões.

O F5 procurou o réu por e-mail para saber se ele gostaria de se manifestar sobre o assunto, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

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