Celebridades

Invasão em Instagram de Cleo é desvendada e revela golpe internacional

Estudo mostra que cliques geravam receita para criminosos, mas não roubavam dados

Cleo posa com o asvogado Luiz Augusto D’Urso
Cleo posa com o asvogado Luiz Augusto D’Urso - Divulgação
São Paulo

Avançou a investigação sobre a invasão de hackers no Instagram da cantora Cleo, 37, em 2019. Na ocasião, a rede social de Cleo apresentou publicações que anunciavam celulares para os seguidores, através de um link. Ao clicar no link, o usuário era redirecionado a uma página que lhe solicita a realização de alguma tarefa, download ou verificação para chegar até o prêmio anunciado.

A cada clique feito pelos internautas, os criminosos ganhavam um valor em dinheiro --foi o que expôs um estudo do Inquérito Policial, ao qual o F5 teve acesso. De acordo com ele, mais de 600 mil pessoas clicaram no endereço na época, o que fez com que os bandidos conseguissem dinheiro.

O golpe é novo e tem sido aplicado em celebridades de todo o mundo. Hackers usam de meios ilegais para atrelar sites que pagam por cliques a conteúdos que eles mesmos criam e jogam para as redes de pessoas famosas. Ou seja, quanto mais cliques no conteúdo, mais dinheiro é revertido para os criminosos.

“Na verdade o prêmio inexiste e o seguidor/usuário nunca chegará à página que lhe confere tal prêmio, uma vez que sempre lhe será solicitada a realização de uma nova tarefa, indefinidamente. É pela realização destas tarefas, downloads, verificações ou cliques, que o criminoso obtém sua remuneração”, adverte o advogado de Cleo, Luiz Augusto D’Urso.

"Alguns serviços e sites pagam por cliques ou tarefas realizadas em determinados links (serviço este absolutamente legal), todavia, o criminoso utiliza-se destes serviços, objetivando ganhar dinheiro ilicitamente. Invade conta nas redes sociais, cria falsa entrega de prêmios e aproveita-se dos cliques ou tarefas realizadas pelos seguidores das celebridades invadidas, que acessaram o link postado por ele", explica.

Ele afirma que a intenção não é obter dados da celebridade ou invadir os dispositivos dos seguidores, mas sim adquirir remuneração. “Os mais de 600 mil seguidores, que acessaram o link postado pelo criminoso no Instagram @Cleo, não tiveram seus dispositivos expostos à riscos, invasões ou coleta de dados”, tranquiliza ele.

"Penso que o interesse do criminoso que invadiu o Instagram @Cleo e postou um link de suposta doação de Iphones, era de que as vítimas (seguidores) clicassem neste link, sendo direcionadas a uma página, para que realizassem alguma das atividades/downloads/verificações/tarefas ali solicitadas. Com os cliques e a realização destes procedimentos pelos usuários enganados, o criminoso era remunerado", conclui.

Para o advogado, o avanço dessa investigação pode significar um novo norte e um passo importante para ajudar outras celebridades.


ENTENDA O CASO

Cleo teve sua conta do Instagram hackeada na manhã do dia 16 de outubro de 2019 e avisou seus seguidores via Twitter: “Minha conta no insta foi invadida, já estamos tomando providências”, escreveu. “Não cliquem em nenhum link”.

O hacker publicou no Instagram da cantora uma imagem com uma mensagem sobre doação de celulares. Outras publicações semelhantes foram publicadas no stories da conta, que tem cerca de 11,6 milhões de seguidores.

Em julho, a atriz Marina Ruy Barbosa também teve a sua conta no Instagram invadida duas vezes seguidas. As mesmas mensagens que apareceram no perfil de Cleo foram divulgadas na conta de Marina, divulgando uma campanha de doação de celulares.

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