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Descrição de chapéu Coronavírus

Jonathan Azevedo diz que Morro do Vidigal está apavorado com pandemia do novo coronavírus

'Conto os dias para a água chegar', diz ator que mora no local

Jonathan Azevedo
Jonathan Azevedo - Marlene Bergamo 23.fev.2020/Folhapress
São Paulo

Jonathan Azevedo, 34, disse nesta quinta-feira (2) que conta os dias para a água chegar na favela do Morro do Vidigal, na zona sul do Rio, onde mora e cumpre quarentena por causa do novo coronavírus. Em entrevista à revista Quem por meio de uma live no Instagram, o ator também falou sobre as dificuldades que os moradores da comunidade estão enfrentando durante a crise.

"Quando eu morava na Cruzada, que é no meio do Leblon, luz e água chegavam. Lá, pelo menos os prédios são afastados uns dos outros. Aqui no Vidigal, existem famílias com 12 pessoas dentro de casa. Quando vim para cá, entendi que é privilégio ter duas caixas d'água, uma para ser usada e outra de reserva. Conto os dias para a água chegar", afirmou.

Azevedo disse que há diversos grupos de WhatsApp que ajudam a organizar as doações para os moradores do morro. Ele, que cuida de projetos sociais no lugar, afirmou que usa a ferramenta para identificar as pessoas que mais estão precisando de mantimentos.

"Estamos com muita dificuldade para lidar com a quarentena. Essas pessoas já passavam por necessidades, e foi preciso tudo isso acontecer para que elas fossem notadas (...) Aqui, a gente luta por uma causa sem ter tempo para debater questões políticas."

O ator contou que está seguindo o isolamento social e se preocupa em não expor o filho, Matheus Gabriel, de cinco meses. "Ele está num período em que tudo bota na boca, os dentes estão aparecendo e está aprendendo a engatinhar. Nosso cuidado, meu e da Patrícia [mãe do bebê], está sendo redobrado."

Apesar de dizer que todos no Vidigal estão apavorados com a pandemia, ele afirmou acreditar que a sociedade vai sair melhor e mais unida dessa crise. "Está todo mundo apavorado. Eu também estou com medo. O lado bom da crise é ter a semente da parceria. O que é meu, é do meu amiguinho também, do meu irmão. Agora é hora de colocar o coração em pauta... Estamos falando de vidas. Como posso estocar mantimento se sei que tem alguém passando necessidade?", indaga.

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