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Depressão de Whindersson Nunes teria começado com ofensas de Carlinhos Maia, diz colunista

Assessoria de Nunes e Maia nega caso

Série de humor reúne Whindersson Nunes, Tirullipa e Carlinhos Maia
Série de humor reúne Whindersson Nunes, Tirullipa e Carlinhos Maia - Edu Viana/Divulgação Multishow
São Paulo

A depressão do humorista Whindersson Nunes, 24, revelada em abril, teria começado durante as gravações de "Os Roni", programa do Multishow, por conta de ofensas vindas de Carlinhos Maia, 24. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (24) pela coluna de Fábia Oliveira, do jornal O Dia.

Após um episódio em que Nunes teria ouvido ofensas do influenciador, ele saiu andando sem rumo pelas ruas de São Paulo. A colunista ouviu um funcionário do Multishow, que afirmou que algumas pessoas da produção pensaram em chamar a Samu para socorrer o humorista, mas ficaram com medo do escândalo e repercussão que isso poderia ter.

Procurada pela Folha, a assessoria de Carlinhos Maia e Whindersson Nunes, que é a mesma, disse que o episódio citado pela colunista nunca existiu.

Em maio, Nunes deu indícios de que o clima nas gravações da série "Os Roni" não foi dos melhores. "Só eu sei o que passei com você nesse últimos meses gravando, e não tô a fim de falar nada disso aqui, porque você está em um momento único da vida, então me deixe". 

No mesmo mês, Nunes e Maia trocaram farpas e acusações pela internet e a briga foi tão feia que Maia, que até então era chamado pelos seus seguidores como o rei do Instagram, desativou sua conta nas redes sociais. A confusão começou quando Nunes não foi ao badalado casamento de Maia e Lucas Guimarães, no Sergipe. O humorista e sua mulher, a cantora Luísa Sonza, 20, seriam padrinhos da união. 

Nunes revelou que o motivo da sua ausência foram os problemas na relação com Maia e a forma como o influenciador o tratava. "Eu disse a ele que não fui porque não me sentia bem em ser padrinho de casamento do cara por causa do jeito que ele me tratava, como eu vou ser padrinho de quem eu mal conheço, o cara me bloqueia, não me dá o direito de conversar e me difama na TV", escreveu. Em outro tuíte, em resposta a Maia, Nunes pediu que ele o desbloqueasse do WhatsApp.

DEPRESSÃO

Em meados de abril deste ano, Nunes desabafou com os seus seguidores sobre a dificuldade de lidar com a fama e a tristeza contra a qual tem lutado há anos. "Apesar de tudo de bom que vem acontecendo comigo, com tudo que já conquistei, eu me sinto há alguns anos triste", escreveu Nunes em um tuíte.

"Eu sinto uma angústia todos os dias, todos os dias, algumas risadas, algumas brincadeiras e depois lá estou eu de novo com esse sentimento ruim. Me sinto mal por não poder me ajudar, mesmo eu às vezes ajudando alguém, eu procuro ajuda nos amigos, na família, mas eu me sinto tão triste, tão triste".

O humorista disse ainda que tem medo de decepcionar os fãs, e pediu desculpas pelo desabafo. Ele também citou o fato de que mesmo rodeado de pessoas, se sente triste e sem “tanta vontade de viver”, embora afirme nunca ter sentido vontade de tirar a própria vida.

"Foda-se o dinheiro, os números [...] Me desculpe, eu precisava falar pra alguém a não ser a minha esposa que é incrível", escrebeu. Para ele, a "única coisa que me deixa feliz é subir no palco". "Os sorrisos pra mim me parecem esperança de que felicidade existe".

"Meu show é a minha arte, é como um quadro pra um pintor, uma música pra uma cantora, algo que eu fiz e deu certo. Mas fora dali eu trocaria qualquer quarto chique de hotel por tomar um café com um amigo", disse. E finalizou: "Eu quero fazer terapia, eu quero ajuda, e quero viver."

Luisa Sonza, sua esposa, também usou as redes sociais para enaltecer o marido. No Instagram, ela publicou uma foto dizendo que está sempre disponível para ele. "Tudo vai ficar bem... É eu e tu e tu e eu pro resto da vida, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, pra sempre", escreveu.

O comediante até disse, algumas semanas depois, que gostaria de criar um aplicativo gratuito para oferecer sessões de terapia a quem tem depressão. A ideia é que profissionais trabalhem de forma voluntária e ofereçam ajuda de uma hora a alguns usuários. Segundo Nunes, a produção já está em andamento.

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