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Gisele Bündchen, Bruno Gagliasso e outros artistas lamentam rompimento de barragem em Brumadinho

Celebridades usaram redes sociais para pedir doações

Rompimento de barragem em Brumadinho, na Grande Belo Horizonte
Rompimento de barragem em Brumadinho, na Grande Belo Horizonte - REUTERS
São Paulo

Artistas usaram redes sociais para prestar solidariedade aos moradores de Brumadinho, cidade da Grande Belo Horizonte, e para mostrar indignação com o novo rompimento de uma barragem

Gisele Bündchen, conhecida por levantar bandeiras relacionadas à preservação do meio ambiente, publicou uma foto sua rezando pelas vítimas do desastre, além de uma imagem com endereços para doações.

"É muito triste que um desastre como este esteja acontecendo novamente. Meu coração está apertado e estou aqui rezando para todas as famílias afetadas pela tragédia em Brumadinho", escreveu.

A ex-BBB Ana Paula Renault está organizando um mutirão para ajudar a população da cidade. "Sou de Belo Horizonte e Brumadinho fica bem perto", declarou ela, que está pedindo água, alimentos não perecíveis, colchões e produtos de higiene pessoal.

"Estou em um grupo chamado SOS Brumadinho, que é formado por muitas pessoas que ajudaram na tragédia que teve em Mariana. Meu objetivo é conseguir ajudar muita gente."

A iniciativa foi apoiada pela atriz e apresentadora Maisa Silva, que em sua rede social pediu ainda doação de sangue para os hospitais da capital mineira.

A atriz Paloma Duarte também divulgou cartaz de uma das campanhas de doações e pediu a colaboração dos seus fãs. 

"Gente, mais uma vez Minas passando pelo descaso e tragédia! Essa é uma campanha local, feita para ajudar os desabrigados. Por favor compartilhem a informação", publicou.

Outros artistas mostraram indignação com mais essa tragédia.  "Tudo de novo", escreveu Debora Falabela, se referindo à tragédia que ocorreu em Mariana, também em Minas Gerais, há 3 anos.

"Mais um crime ambiental! Mais mortes, mais famílias desamparadas pelo descaso pela ganância, pela impunidade", enfatizou Thaila Ayala.

A jornalista Rosana Jatobá mostrou perplexidade com a notícia. " Perplexa com a repetição da tragédia. Três anos depois do maior desastre ambiental do Brasil, o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, mais uma barragem da Vale se rompe e atinge a cidade de Brumadinho", disse.

Elba Ramalho, por sua vez, questionou: "Até quando temos que suportar?".

A atriz Letica Spiller disse que é necessário união e força. "Somos capazes de ajudar, mas precisamos de justiça e fiscalização. Estejamos atentos ao bem e ao mau que somos capazes de fazer sendo conscientes do que cabe a cada um. Oremos sim, mas antes de tudo é preciso agir."

Bruno Gagliasso falou em tristeza e disse que essa foi uma semana marcada pela morte. "A morte do bom senso. Das oportunidades. De um jovem e talentoso ator. Da democracia, quando um parlamentar precisa fugir de seu país. E agora, um rastro de morte e destruição com o rompimento de outra barragem. Mais uma vez a lama tóxica que mata gente, plantações, florestas, rios... É amargo sentir esse gosto de “peraí, de novo?” quando vejo as notícias da tragédia de Brumadinho, um nó na garganta por saber que três anos depois a história se repete. Um embrulho no estômago por saber que ninguém foi punido. E por imaginar que o descaso pode se repetir. É triste ver que novamente a ganância e a irresponsabilidade foram maiores que a mãe Terra. Que semana pesada, meus amigos", desabafou.

O padre Fabio de Melo publicou uma imagem de um papel amassado com a frase: "Vale, Vale, o teu vale é de lucros. O do povo é de lágrimas."

Três barragens da mineradora Vale se romperam na manhã desta sexta-feira (25) em Brumadinho. Os rejeitos atingiram uma área administrativa da empresa, onde havia funcionários, além da comunidade Vila Ferteco. Em nota, a Vale não descarta que pode haver vítimas, mas ainda não há informações sobre mortos. Segundo os Bombeiros, há 200 desaparecidos.

Uma quarta barragem, que não tem rejeitos, mas água, é monitorada. Até agora, 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos foram liberados no córrego da região.

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