Celebridades

Javier Bardem defende Woody Allen sobre abuso sexual e diz que voltaria a trabalhar com ele

Ator disse que mudaria de opinião se cineasta fosse condenado

O ator Javier Bardem fala em palestra durante o durante o Lumière Film Festival, na França
O ator Javier Bardem fala em palestra durante o Lumière Film Festival, na França - AFP
São Paulo

Javier Bardem, 49, defendeu Woody Allen, 82, das supostas acusações de abuso sexual que Dylan Farrow, filha adotiva do cineasta, já fez reiteradas vezes contra o pai. Segundo a Variety, em palestra realizada nesta segunda-feira (15), no Lumière Film Festival, em Lyon, na França, o ator espanhol disse que Allen é um "gênio" e que  "voltaria a trabalhar com ele amanhã." 

Bardem foi dirigido pelo cineasta americano em "Vicky Cristina Barcelona", filmado em 2007. "Hoje, 11 anos depois, é a mesma acusação. Acusações públicas são muito perigosas. Se algum dia houver um julgamento e ele for condenado, mudaria minha opinião, mas, neste momento, nada mudou. ” A afirmação de Bardem foi aplaudida pela plateia.

As acusações de Farrow datam dos anos 1990, mas foram reavivadas por ela em entrevista à TV americana em janeiro deste ano, na esteira da onda de denúncias contra atores, produtores e outros poderosos de Hollywood por episódios de assédio sexual e estupro. 

 

Na ocasião, o diretor, que, segundo relatos na imprensa dos EUA, tem sido isolado pela indústria do cinema e por atores e atrizes, foi defendido por pouquíssimos, como o ator Alec  Baldwin.  

A escritora e ativista, hoje com 33 anos, afirma que foi abusada sexualmente por Allen em 1992, quando tinha 7 anos. O cineasta já declarou que o caso foi investigado por duas entidades independentes que "concluíram que nenhum abuso ocorreu."

Além de defender Allen, Bardem falou também sobre outros cineastas, como o diretor Julian Schnabel, que abriu as portas para o ator espanhol trabalhar em Hollywood.

Os dois se conheceram em uma apresentação em Nova York (EUA). Foi quando Schnabel disse para Bardem que o queria em um filme. O ator contou que o roteiro do longa  "Antes do Anoitecer" (2000) chegou 20 dias antes do início das gravações. “Eu tive 20 dias para aprender inglês, perder 20 quilos (...) Foi uma loucura. Mas foi uma experiência maravilhosa."

Bardem também falou sobre os irmãos Coen e o polêmico penteado, um corte "tigelinha", que teve de adotar para fazer o vilão no filme "Onde os Fracos Não Tem Vez" (2007), papel que lhe deu o Oscar.

 

"Foi a coisa mais humilhante de toda a minha carreira. Nós estávamos filmando no Texas e eu tinha que andar com uma rede de cabelo", contou. Segundo o ator, os irmãos Coen tiraram a ideia do penteado de um livro dos anos 1960, em que aparecia a foto de um homem em um bordel com prostitutas. "Era uma foto muito estranha e ele tinha um corte de cabelo assim", revelou.

"Eles (os irmãos Coen) me mostraram a foto e riram. E o cabeleireiro, que aparentemente entendia essa linguagem, veio e começou a fazer meu corte de cabelo igual ao da foto. Eu tive que conviver com aquele penteado por quatro meses", concluiu. 

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