De faixa a coroa

DJ catarinense disputa título de miss com foco em ESG: 'Além da beleza'

Lara Baumer participará da primeira edição do Miss Face of Humanity

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A DJ profissional Lara Baumer, 22, foi anunciada como a representante brasileira no concurso internacional Miss Face of Humanity. Natural de Joinville (SC), a jovem, que também é modelo, foi escolhida pelo especialista em concursos de beleza e consultor de misses Paulo Filho, que também trabalha com outras franquias do setor.

Segundo Filho, o Face of Humanity segue a vertente ESG (Environmental Social Governance ou governança social ambiental, em português) que está arrebatando o mundo dos negócios, principalmente nas grandes empresas. Basicamente, ser ESG significa se preocupar mais e mudar processos com base em práticas sustentáveis, não apenas no sentido ambiental mas também social, humanitário e de diversidade.

“A competição tem valores muito interessantes. É uma vitrine global para mulheres que fazem mudanças e acreditam no poder da humanidade para mudar o planeta. A plataforma Miss Face of Humanity visa apresentar algumas das mais belas e empoderadas mulheres que lutam por um mundo melhor e que acreditam no poder da humanidade em mudar o mundo”, diz.

Esse movimento não é recente no mundo miss, mas vem ganhando cada vez mais força na última década. A ideia é que o novo padrão da miss fuja da objetificação do corpo feminino e traga mais voz às postulantes e à coroa.

O Miss Brasil Mundo, por exemplo, oferece maior pontuação às candidatas que apresentam um projeto social desenvolvido por elas em suas comunidades de origem. Fora outros cases, soma-se aí também a última edição do Miss Universo, em que a gaúcha Júlia Gama defendeu no palco uma maior atenção à saúde mental.

A organização do Miss Face of Humanity apoia uma série de projetos sociais ao redor do globo e busca uma embaixadora para projetá-los. O concurso foi lançado em 2020, mas por causa da pandemia esta será a primeira edição. A segunda e a terceira edições já estão agendadas para acontecer em Paris e em Tóquio, com datas ainda a serem definidas.

No Brasil, Paulo Filho é o diretor responsável pela licença nacional da franquia, e escolheu a DJ após avaliar outros perfis de miss.

“Lara é uma jovem incrível. Tem uma beleza que vai além da estética. Tem determinação e aquele brilho nos olhos de quem quer conquistar o mundo. Tenho certeza que bem lapidada ela brilhará muito na competição internacional”, diz ele.

À coluna, a DJ se diz empolgada e honrada com a oportunidade. “Estou animada para competir e vou dar o meu melhor. Trabalhar com música me traz uma sensibilidade que acredito ser ideal para os concursos de beleza hoje em dia, que tem um foco que vai além da beleza”, conta Baumer.

A final da atual edição está agendada para acontecer em Toronto, no Canadá, em dezembro deste ano, mês em que acontecem os grandes concursos mundiais, como Miss Mundo e Miss Universo. Conforme a vacinação contra a Covid-19 avança, a indústria das competições de beleza volta à pauta de eventos, em uma onda alucinante.

No Brasil, por exemplo, em agosto aconteceu o Miss Brasil Mundo, em dezembro será o Miss Universo Brasil, e em janeiro de 2022 já estão agendados o Mister Brasil CNB, Miss Grand Brasil e o Miss Brasil Supranational.