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Advogado de Wanessa usa até Aristóteles em ação contra Rafinha

19/10/2011 - 11h41

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MARINA GURGEL
DE SÃO PAULO

Os advogados de Wanessa Camargo e seu marido, Marcos Buaiz, estão usando até o filósofo grego Aristóteles (384aC - 322aC) na ação que movem contra Rafinha Bastos por difamação. Rafinha disse no "CQC" (Band) que "comeria" Wanessa e o bebê que ela espera.

Feto de Wanessa é autor de processo contra Rafinha Bastos

Os advogados comparam as atitudes do humorista às de um "bufão vulgar".

"As pessoas que tendem para o excesso na ânsia de gracejar são considerados bufões vulgares, esforçando-se por provocar o riso a qualquer preço; seu interesse maior é provocar uma gargalhada, e não dizer o que é conveniente e evitar o desgosto naquelas pessoas que são objeto de seus gracejos", incluíram os advogados no processo. Trata-se de um trecho de "Ética a Nicômaco", do filósofo.

Rubens Cavallari-08.ago.2011/Folhapress
O humorista Rafinha Bastos está sendo processado por Wanessa Camargo
O humorista Rafinha Bastos está sendo processado por Wanessa Camargo

A ação contra Rafinha reivindica ainda danos morais também ao filho do casal que está para nascer.

"É da doutrina que na vida intrauterina, mesmo in vitro, o nascituro possui '...personalidade jurídica formal, relativamente aos direi tos da personalidade, consagrados constitucionalmente'."

A petição inicial também afirma que Rafinha Bastos não tentou remediar a situação e ainda insistiu na piada em que dizia que "comeria" Wanessa Camargo e o bebê.

"Não contente com o escancarado deboche, o réu fez circular pela internet vídeo, por ele mesmo encenado, que o colocava em uma churrascaria onde, teimando em rememorar o comentário injurioso aos autores, recusava as ofertas de 'baby beef' e de 'fraldinha', a par de enjeitar qualquer coisa para 'bebês'", diz o documento.

A ação judicial foi distribuída no dia 14 de outubro, no Fórum Central João Mendes Júnior e pede indenização de por danos morais, a ser arbitrada pelo juiz, com base nos deploráveis antecedentes de Rafinha, além da função punitiva e ainda pelo inafastável conteúdo pedagógico e desestimulador das piadas do humorista.

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