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Referências místicas decoram moda praia geométrica de Lenny Niemeyer

Modelo no desfile da grife Lenny Niemeyer, durante o SPFW 44, em 2017
Modelo no desfile da grife Lenny Niemeyer, durante o SPFW 44, em 2017 - AFP PHOTO / Miguel Schincariol


Lenny Niemeyer é o melhor exemplo, dentro da São Paulo Fashion Week, de que é possível ser real e inventivo em um desfile de moda praia.

Nesta temporada, totalmente diferente da anterior, a carioca teve como ponto de partida o trabalho de artistas como Hilma AF Klint e Emma Kunz, de cerca de 1800, pioneiras do abstracionismo geométrico que passaram muito tempo no ostracismo e foram redescobertas pouco tempo atrás.

Na prática, linhas gráficas apareceram nas pinturas de pêndulos de Kunz, estampando maiôs e decorando o trabalho de tear de fios pintados e modelados à mão. Modelagens com decotes ombro a ombro e camisões com mangas bufantes e gola alta completaram a coleção.

Do misticismo vêm as luas que aparecem ora em conjuntos de maiô e capas esvoaçantes, ora em 3D aplicados sob as pecas em preto e branco. O efeito degradê de azul e rosa pintam saídas de banho possíveis para todos os tipos de corpo.

Marcela Thomé, modelo transexual, é a prova de que essa moda praia olha também para fora do padrão. Com vinte anos de idade, ela cruza a passarela pela primeira vez nessa que é sua segunda temporada de moda. Representatividade, principalmente na moda praia, importa.

A força feminina apareceu como tema principal da coleção da estilista que é sinônimo de uma moda praia criativa sem cair no marasmo.


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