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Ele sorria até entubado, diz família de cabeleireiro Marco Antonio de Biaggi 

Adriane Galisteu participa do lançamento do livro sobre a vida de Marco Antônio de Biaggi
Adriane Galisteu participa do lançamento do livro sobre a vida de Marco Antônio de Biaggi - Francisco Cepeda/AgNews


Depois de enfrentar um câncer, colocar duas pontes de safena, perder 30 quilos e ficar 11 dias respirando por aparelhos, Marco Antônio de Biaggi, 52, só tinha um conselho às centenas de pessoas que foram à noite de autógrafos da sua biografia: "viva a vida". 

Nas 240 páginas de "A Beleza da Vida", o jornalista João Batista Jr. conta a história de vida e superação do menino pobre de Pirituba que se tornou o cabeleireiro favorito de celebridades como Adriane Galisteu, Ana Hickmann e Marina Ruy Barbosa.

Em 2015, Biaggi descobriu que era portador de um linfoma que o obrigou a se ausentar por 139 dias de seu salão de beleza MG Hair Design, nos jardins. Durante todo esse tempo, ele ficou internado em São Paulo tendo a companhia da irmã e parceria de salão, Sônia Biaggi, 59, e de Mariana Biaggi, 33, sua sobrinha, filha de Sônia. Elas se revezavam na poltrona ao lado da cama.

"Hoje a gente vê a vida de uma outra forma. Estamos acostumados com o dia a dia do salão. Mulheres bonitas, tudo bonito. [A doença] mudou completamente o nosso jeito de ver o mundo", afirma Sônia de Biaggi, 59. Assim como Marco, hoje ela diz enxergar beleza em cada detalhe da vida, como o simples ato poder caminhar com as próprias pernas. "Em nenhum momento ele tirou o sorriso do rosto nem quando estava entubado. Isso dava força pra gente."

Mas enquanto Marco estava entubado no hospital e seu futuro ainda era muito incerto, as coisas não pareciam tão claras para Sônia e Mariana como agora.

"No primeiro dia em que o entubaram, eu vi minha mãe desabar. Ela sempre foi muito forte, mas naquele dia eu liguei para ela de madrugada e vi que tinha algo errado. Os médicos chegaram até a perguntar se nós tínhamos alguma religião porque disseram que ele só tinha 5% de chance de vida", relembra a sobrinha. "Foi um dos dias mais críticos. Ele foi fazer uma cirurgia do coração sem a menor condição de suportar aquilo, mas nós pensamos: 'vamos tentar esse 5%'."

Se era o sorriso contagiante do cabeleireiro que dava força à família, de onde ele próprio tirava forças para aguentar um tratamento tão invasivo? Sobre isso, irmã e sobrinha têm a mesma resposta: a fé.

"O Marco tem uma vontade de viver que é surreal. Por várias vezes, o médico o sedava e perguntava 'Marco está me ouvindo?', e ele batia com o pé para mostrar que sim, estava. Ele queria estar ali", diz Mariana, que ao ver a livraria lotada de pessoas em busca de um autógrafo do tio, finalmente conseguiu entender o porquê de tanto sofrimento.

"Acho que passam por essas coisas as pessoas que têm alguma missão. No caso dele, eu acho que é ele levar essa mensagem de fé, essa história de superação. Ninguém melhor que ele, que é uma pessoa tão querida e que impacta tanta gente, para passar essa mensagem", comentou Mari, lembrando que a capa da revista "Veja" em que Marco assumiu sua doença foi uma das mais vendidas da história da publicação.

"Às vezes eu ficava pensando, "Tava tudo dando tão certo. Por que isso veio acontecer agora? Por que com Marco? Por que com a gente? Acho que tinha que ser assim", confessa Sônia. "E hoje a gente está aqui, vendo beleza em cada detalhe da vida."


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