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Estudante de 16 anos passa um dia na função de primeira-ministra da Finlândia

Iniciativa faz parte de campanha de promoção dos direitos das meninas

Aava Murto, de 16 anos
Aava Murto, de 16 anos - Heikki Saukkomaa/Lehtikuva/AFP

As estudantes da Finlândia acompanham uma experiência excepcional nesta quarta-feira (7). A primeira-ministra Sanna Marin, 34 anos, a mais jovem dirigente do mundo, transferiu simbolicamente por um dia a chefia do Executivo à adolescente Aava Murto, 16 anos. A iniciativa faz parte de uma campanha de promoção dos direitos das meninas organizada pela ONG Plan Internacional.

A adolescente, nascida em Vaasky, um vilarejo no sul da Finlândia, iniciou o dia fazendo uma reunião com o ministro da Justiça, em Helsinki. Depois, ela se dirigiu ao Parlamento, onde afirmou aos jornalistas de plantão que estava "vivendo uma experiência apaixonante" e "aprendendo muitas coisas novas sobre a legislação finlandesa". No período da tarde, ela tinha encontros previstos com deputados e com o ministro do Desenvolvimento e Comércio Exterior.

Aava cursa uma escola do ensino médio e milita ativamente no combate às mudanças climáticas e na defesa dos direitos humanos. Encantada com a experiência de encarnar uma chefe de governo por um dia, ela disse que as meninas "precisam realizar a que ponto são importantes" e que "são tão capazes quanto os meninos em matéria de tecnologia".

Segundo a estudante finlandesa, os jovens possuem talento para a inovação e "poderiam ajudar os adultos a serem mais criativos e a pensar no futuro". Aava não sabe ainda se pretende seguir uma carreira política. "Não cabe a mim decidir, mas quem sabe...", declarou à AFP.

A iniciativa encampada pelo governo da Finlândia faz parte da campanha mundial "Girls Takeover", da ONG Plan Internacional, que visa sensibilizar as jovens para o universo digital e as oportunidades de trabalho nas indústrias de alta tecnologia. O programa também busca sensibilizar a opinião pública sobre o problema do assédio de meninas e mulheres na internet.

A Finlândia, um país bem cotado nos rankings internacionais de igualdade de gênero, ainda tem lacunas a preencher. As empresas finlandesas de tecnologia têm poucas mulheres entre seus colaboradores e nos conselhos de administração de grandes grupos.

Campanha para o empoderamento das meninas acontece em vários países

A jornada na Finlândia antecede o Dia Internacional da Menina, que será celebrado no domingo, 11 de outubro, pelas Nações Unidas. Em todo o mundo, meninas vão ocupar postos ministeriais no Peru, Quênia, Sudão e Vietnã. Adolescentes também serão convidadas a passar um dia na direção de empresas de tecnologia, como Microsoft, Samsung, Facebook e Twitter, em El Salvador, Guatemala, Filipinas e na Holanda.

A primeira-ministra finlandesa, Sanna Marin, tornou-se a mais jovem líder política de um país, quando assumiu a chefia do governo finlandês em dezembro. Ela formou um governo de coalizão com cinco partidos de centro-esquerda que, na época, eram todos chefiados por mulheres.

Marin cancelou na última hora um almoço que tinha previsto com Aava, devido a um atraso nas negociações sobre o orçamento do país. Mas elas devem se encontrar à noite para trocar ideias sobre essa experiência vibrante e necessária ao empoderamento das meninas.

RFI
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