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Comentarista da CNN cai em desgraça após se masturbar durante reunião no Zoom

Jeffrey Toobin também é repórter da revista The New Yorker

O escritor Jeffrey Toobin durante evento em Nova York
O escritor Jeffrey Toobin durante evento em Nova York - Dia Dipasupil-22.mai.2018/Getty Images North America/AFP
Peter Hutchison
Nova York

O escritor Jeffrey Toobin, que também é repórter da revista The New Yorker e comentarista da CNN americana, provocou um alvoroço ao se masturbar durante uma reunião pelo aplicativo Zoom. Não é o primeiro caso de nudez em videoconferência, mas talvez o mais chocante.

Toobin, de 60 anos, pediu desculpas pelo incidente na segunda-feira (19), após ser suspenso pela revista The New Yorker por mostrar seu órgão sexual durante uma videoconferência com colegas sobre as eleições presidenciais americanas de 3 de novembro.

Toobin, analista legal da CNN, foi flagrado se masturbando, segundo fontes não identificadas presentes na chamada citada pela Vice News, que foi o primeiro veículo a noticiar o episódio, ocorrido na semana passada.

O caso aconteceu durante uma simulação da eleição entre os funcionários da revista The New Yorker e da rádio pública WNYC, na qual os participantes desempenhavam papéis, como o do presidente Donald Trump e de seu rival democrata Joe Biden.

Durante uma pausa, Toobin parecia estar em uma segunda chamada de Zoom, mas logo apareceu diante da câmera tocando seu pênis, segundo a Vice.

"Cometi um erro vergonhoso e estúpido, achando que estava fora da câmera. Peço perdão a minha esposa, minha família, amigos e colegas", disse Toobin em comunicado enviado à Vice.

"Achei que não estava visível no Zoom. Pensei que ninguém na chamada de Zoom poderia me ver. Pensei que tinha fechado o vídeo", completou.

O incidente é o último exemplo de usuários de Zoom mostrando inadvertidamente mais do que imaginam durante reuniões de trabalho, em meio ao aumento vertiginoso do número de videoconferências devido à pandemia.

No mês passado, um deputado argentino foi suspenso por tocar o seio de sua esposa durante uma sessão parlamentar realizada por videoconferência.

No telão instalado no Congresso argentino para sessões por Zoom, foi possível ver uma mulher se aproximar do deputado Juan Emilio Ameri, de 47 anos, sentar em seu colo e ser tocada e beijada no seio.

A sessão foi interrompida e o presidente da Câmara de Deputados anunciou a suspensão do parlamentar por cinco dias.

Ameri tentou pedir perdão e se justificar pelo ocorrido: "Aqui, em todo o interior da Argentina, a conexão é muito ruim. Estávamos na sessão, mas a internet caiu. Minha mulher saiu do banho, lhe perguntei como estavam as próteses (nos seios) e lhe dei um beijo, porque há dez dias ela fez uma operação de implantes mamários".

"Tem um peladão aí"

Também em setembro, um empresário brasileiro apareceu acidentalmente nu durante uma videoconferência com o presidente Jair Bolsonaro.

O homem, que logo explicou ter esquecido de desligar a câmera, apareceu com o torso nu em um quadro da tela da videoconferência ao lado de outras 20 pessoas que participavam da reunião.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou, entre risos: "Tem um peladão aí, fazendo isolamento peladão em casa e tal, beleza. O cara foi ficando com calor com a conversa, aí foi tomar um banho frio".

"Nós vimos, infelizmente", respondeu rindo Bolsonaro.

Em junho, o legislador irlandês Luke Flanagan participou de uma videoconferência do Parlamento Europeu de seu quarto, de camisa, mas sem calças, vestindo apenas uma cueca.

"Eu tinha acabado de voltar de uma corrida... Estava de camiseta dois minutos antes [da reunião]. Decidi colocar uma camisa para parecer mais respeitável. Não funcionou muito bem!", escreveu no Twitter. "Espero que as pessoas gostaram das minhas pernas!", brincou.

As videoconferências por Zoom também têm sido alvo de nudez intencional e mais sinistra este ano. Hackers interromperam aulas em escolas ou audiências judiciais para exibir pornografia, forçando a empresa criadora da tecnologia a melhorar a segurança do aplicativo.

Toobin é autor de vários livros, incluindo "True Crimes and Misdeeds: The Donald Trump Investigation", sobre a investigação do ex-diretor do FBI Robert Mueller sobre as alegações de que a Rússia estava envolvida na campanha do presidente em 2016.

A CNN disse que Toobin irá tirar uma licença "enquanto lida com um problema pessoal".

AFP
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