Você viu?

Banksy propõe nova versão de estátua de comerciante de escravos derrubada na Inglaterra

Banksy já havia reagido à morte de George Floyd, que desencadeou protestos globais

Desenho do artista Banksy retirado de conta oficial no Instagram
Desenho do artista Banksy retirado de conta oficial no Instagram - Instagram/@banksy
Paul Sandle
Londres

A derrubada da estátua de um comerciante de escravos do século 17 na cidade portuária inglesa de Bristol foi saudada por algumas pessoas como um acerto de contas tardio com o passado imperialista do Reino Unido e denunciada por outras como um ato criminoso.

Agora, o artista de rua Banksy, uma das figuras mais influentes de Bristol, propôs uma nova apresentação da estátua de Edward Colston, que disse que capturaria o drama e o debate.

Em cenas transmitidas por todo o mundo, manifestantes antirracistas que participam do movimento “Vidas Negras Importam” derrubaram a estátua no domingo e a atiraram no porto. “Eis uma ideia que serve tanto àqueles que sentem falta da estátua de Colston quanto àqueles que não sentem”, disse Banksy no Instagram.

“Nós o erguemos da água, colocamos de volta no pedestal, amarramos cabos ao redor de seu pescoço e encomendamos estátuas de bronze de tamanho real de manifestantes no ato de puxá-lo para baixo. Todos felizes. Um dia famoso relembrado”.

Colston fez fortuna com o tráfico de escravos e, mais tarde, fez doações a uma série de causas de caridade de Bristol. Várias ruas e edifícios da cidade ostentam seu nome.

Conhecido por obras de arte espirituosas que muitas vezes opinam de forma contundente sobre temas mundiais, Banksy já havia reagido ao acontecimento que desencadeou os protestos globais: a morte do negro norte-americano George Floyd depois que um policial branco se ajoelhou sobre seu pescoço.

No sábado (6), ele publicou uma obra de arte que retrata a bandeira dos Estados Unidos sendo incendiada por uma vela que forma parte de um memorial a uma figura negra anônima em silhueta.

Reuters
Final do conteúdo

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem