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Menino de 5 anos finge ser professora e manda 'recado' à mãe: 'Não terá aula, pode ser feriado'

'Ele me entregou o bilhete rindo, com cara de sapeca', disse a mãe

Gabriel Lucca tem o costume de enviar cartas para família e escola
Gabriel Lucca tem o costume de enviar cartas para família e escola - Arquivo Pessoal
Descrição de chapéu Agora
Alfredo Henrique
São Paulo

Um garoto de cinco anos de idade está dando o que falar depois que um bilhete escrito por ele viralizou nas redes sociais. Gabriel Lucca entregou na última terça (21) à mãe um "recado" fingindo ser da sua professora, para tentar faltar à aula em Bocaina (a 280 km de São Paulo).

A estratégia deu errado já no momento em que o garoto deu o recado para a mãe, a estudante de enfermagem Geovana Santos, 23. "Ele me entregou o bilhete rindo, com cara de sapeca, já sabendo que não ia dar certo", disse a mãe.

Gabriel afirmou à reportagem que queria ficar um dia em casa, para assistir a séries na televisão. "Gosto de escrever e também de ir estudar. Mas queria ficar um dia em casa para assistir [a] séries."

Como a mãe não o autorizou a faltar, ele fez o bilhete logo em seguida. Gabriel escreveu: "Senhores paes [sic]. Amanhã não vai ter aula porque pode ser feriado. Assinado: tia Paulinha. É verdade esse bilete [sic]”.

A tia Paulinha mencionada no "recado" é a professora Paula Renata Robardelli, 35, que dá aulas para Gabriel no pré 2, no período da tarde. "Cheguei em casa por volta das 18h10 de terça-feira e recebi uma mensagem da mãe do Gabriel, com uma foto do bilhete. Respondi que este menino dá nó até em pingo d’água", afirmou a educadora aos risos.

Gabriel Lucca entregou à mãe um "recado" fingindo ser a professora
Gabriel Lucca entregou à mãe um "recado" fingindo ser a professora - Arquivo Pessoal

CRIANÇA PRECOCE

Segundo João Aparecido Orbinacce Júnior, 32, diretor da escola municipal Conceição Oliveira Caria Affonso, Gabriel estuda na instituição desde os dois anos. O local é frequentado por 193 crianças, de dois a cinco anos.

"Gabriel começou a ler e a escrever aos três anos. Ele aprendeu de forma espontânea. Sempre quer saber além do que é ensinado. É ativo, gosta de brincar, e de também ajuda os coleguinhas com mais dificuldade em aprender", disse o diretor.

Orbinacce afirmou que os bilhetes são escritos com frequência pelo garoto. "Ele já me mandou recados por escrito me desejando boa tarde", exemplificou.

A mãe de Gabriel também compartilhou com a reportagem outro bilhete do garoto, de Dia dos Namorados.
O menino fingiu ser um admirador secreto, mas escreveu mãe, depois apagado sem cuidado, entregando quem seria o admirador.

"Gabriel é uma criança participativa, ele vai atrás, toma iniciativa", acrescentou a coordenadora pedagógica Ariele Fogolin da Silva, 32. O garoto não é só bom com as palavras, de acordo com a tia Paulinha, Gabriel já consegue solucionar problemas matemáticos envolvendo divisão. "Esse menino é um gênio", afirmou. 

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