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Esqueleto de dinossauro misterioso é vendido por mais de R$ 8,6 mi em leilão em Paris

O fóssil, desenterrado no oeste dos EUA em 2013, pertence a um dinossauro grande e carnívoro

Esqueleto de dinossauro é exibido na torre Eiffel antes de leilão
Esqueleto de dinossauro é exibido na torre Eiffel antes de leilão ORG XMIT: PHW031 - Philippe Wojazer-2.jun.2018Reuters

Celia Mebroukine
Paris

O esqueleto de nove metros de comprimento de um tipo não identificado de dinossauro, que acredita-se ser de uma nova espécie, arrecadou mais de US$ 2,3 milhões (R$ 8,6 milhões) em um leilão feito nesta segunda-feira (4) no primeiro andar da Torre Eiffel, em Paris.

A única coisa que se sabe é que o fóssil, desenterrado no oeste dos Estados Unidos em 2013, pertence a um dinossauro grande e carnívoro. Cientistas que estudaram o esqueleto disseram que há diversas diferenças com espécies conhecidas.

"O comprador é francês e me disse antes da venda... 'se eu consegui-lo, irei apresentá-lo ao público' e isto é incrível", disse o leiloeiro Claude Aguttes. "Todos poderão vê-lo, será em breve emprestado a um museu, será estudado por cientistas, tudo está perfeito."

O comprador e o vendedor, identificado somente como um empresário britânico, não tiveram seus nomes revelados. A venda era esperada para arrecadar até US$ 2,1 milhões (R$ 7,8 milhões).

A casa de leilões francesa Aguttes, que vendeu anteriormente um esqueleto de mamute e o de outro dinossauro, tinha dito antes da venda desta segunda que o comprador poderia ser capaz de nomear a nova espécie, provocando objeções de uma associação científica dos Estados Unidos.

A Sociedade de Paleontologia Vertebrada havia argumentado em comunicado que isso pode ir contra as regras de nomeação. A associação pediu que o leilão fosse cancelado, dizendo que posse privada poderia limitar o alcance de estudos científicos, mesmo que o esqueleto fosse então liberado a pesquisadores.

Parte dos lucros do leilão irá para duas instituições de caridade que trabalham com espécies ameaçadas de extinção, incluindo guepardos e vida selvagem marinha.

Reuters
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