BBB19

BBB 19: 'Sisters' relatam abuso sofrido na infância e adolescência durante conversa com 'brothers'

Isabella e Hana contaram, durante o almoço, episódios que viveram

Hana Khalil e Isabella Cecchi
Hana Khalil e Isabella Cecchi - Reprodução/Instagram
 
Paulo Cintra
São Paulo

O clima ficou tenso na casa do BBB 19, na tarde desta sexta-feira (18), com as competidoras Isabella Cecchi, 24, e Hana Khalil, 22, relatando abusos que sofreram na infância e na adolescência, respectivamente, em conversa com outros participantes. 

O assunto começou quando as "sisters" terminavam de almoçar. A câmera principal da transmissão 24 horas não mostrou o início da conversa, mas quando as imagens foram exibidas para o público, foi possível ver Isabella emocionada contando seu relato.

“Tem coisas que acham que as crianças não vão contar, que não vão entender, não vão lembrar ou não vão ter coragem. Demorei muito tempo para entender o que tava acontecendo”, disse ela, que teve parte de seu relato abafado pelos gritos de outros "brothers". 

“Nessa hora ele segurou no meu braço e eu falando: ‘Você está doido?’. Ele achou que correr para gritar e ficou me segurando. Eu fiquei gritando e gritei mais alto: ‘Mãe?’. Ele me jogou na cama e eu gritei mais. Ele escreveu para eu fazer um negócio e eu entendi. Se não fosse por escrito, eu não ia entender a situação toda, eu tinha dez anos”. 

Apoiada pelas colegas de confinamento, ela continuou: “Ele falou que ia machucar a minha mãe e minha irmã. Eu falei que não ia contar nada e fiquei jogada na cama para ele ir embora. Eu lembro dele sentado na cama e do rosto dele, espero que ele esteja ouvindo essa história agora. Tanto que ele foi preso uns anos depois”. 

Minutos depois de Isabella contar a sua história, Hana pediu a palavra e contou que foi vítima de abuso sexual aos 15 anos: “Eu tava numa festa, peguei um menino, fui no quarto com ele e rolou. Ele foi tomar banho, entrou um outro amigo dele no quarto e eu fiquei assustada”.
 
“Ele começou que só queria fazer umas coisas, eu falando que não. Aí ele tirou para fora e eu tive que fazer umas coisas com ele. Ele me segurando, eu não queria, mas tava morrendo de medo”, continuou. “O outro amigo dele estava rindo. Eu não conseguia fazer nada, ele era muito mais forte. Dois babacas, espero nunca mais ver na vida”.

Apoiada por Gabriela, Hana comentou também de um caso de estupro envolvendo uma amiga sua e o namorado de outra amiga. “Enquanto a gente continuar culpando a vítima, não tem jeito de melhorar. Se alguém ficar perguntando: ‘Por que você foi pegar o garoto?’, nada vai melhorar. Preciso abrir mão da minha liberdade sexual para não ser estuprada?”, questionou.

UOL
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