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Drag Me As a Queen terá temporada só de famosos para humanizá-los: 'Vão chorar mais'

Novos episódios terão meia hora a mais de exibição

Penelope Jean, Rita Von Hunty e Ikaro Kadoshi, de Drag Me As a Queen

Penelope Jean, Rita Von Hunty e Ikaro Kadoshi, de Drag Me As a Queen Divulgação

São Paulo

Após duas temporadas de sucesso, Drag Me As a Queen repagina o programa e estreia uma nova edição especial no canal E!, apenas com celebridades, no lugar de pessoas anônimas. O trio Rita Von Hunty, Penelopy Jean e Ikaro Kadoshi receberá nomes do mundo dos famosos para “descobrir” sua drag interior, com transformações visuais e performances.

“Com o novo formato do programa, vamos conseguir humanizar as celebridades”, diz Jean. “Existe muito julgamento. Então vamos ajudar a quebrar isso, como já quebramos o preconceito com as drag queens, que são normalmente marginalizadas”, completa Kadoshi.

Desde a primeira temporada do programa, o trio recebe telefonemas de celebridades querendo participar dele. Como teste, Luana Piovani apareceu na última leva de episódios e, apesar do estigma que existe por ela ser uma figura pública, Von Hunty diz que “foi como gravar com uma comadre num parquinho”.

A ideia, agora, é trazer celebridades de todas as áreas de trabalho –o trio adianta que participarão duas campeãs mundiais, além de personalidades ligadas à música, e outras até vindas de fora do Brasil. O trio também já conta com uma “lista de desejos” de personalidades com quem gostaria de gravar, que inclui Maria Rita e Xuxa.

A nova temporada também chega com o dobro de tempo de exibição: ao invés dos 25 minutos habituais, os episódios terão uma hora. No entanto, os 13 episódios comumente exibidos por temporada passam a ser 10. “A jornada que as pessoas conhecem vai mudar. Vão ter novos percursos ao longo do episódio. É um medo, mas também um desafio”, diz Von Hunty.

Kadoshi afirma que os fãs costumam pedir por mais tempo de programa, e que de fato muito material acaba ficando de fora, após a edição. “Agora vamos ter mais tempo para dizer mais, e as pessoas terão um apanhado melhor da vida da participante", diz.

Jean garante que o tempo extra também causará uma maior conexão emocional, e que os fãs provavelmente irão chorar mais. “O público se identifica e se emociona, como nós. As pessoas realmente se entregam, não importa se é celebridade ou anônimo”, diz. “Em cada episódio, o público vê um lado diferente de nós três”.

O programa, no entanto, teve suas gravações adiadas por causa da pandemia do novo coronavírus, e a previsão de lançamento é para 2021. Apesar das novidades já estarem a caminho, o trio diz que ainda há muito o que ser abordado, como a transexualidade, a superação de um câncer, deficiência e envelhecimento.

Para Von Hunty, há espaço para todas: “Meu público de rede social é 50% mulher, e destas, 60% são evangélicas. O que eu mais escuto todos os dias é: ‘Eu sou evangélica e amo o seu programa’. É incrível ver como isso chega a todos, é histórico. Chegamos à família brasileira na totalidade”.

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