Televisão

Matheus Ribeiro denuncia radialista por crime de homofobia ao Ministério Público

Jornalista foi criticado após ter sido 1º homem assumidamente homossexual a apresentar o JN

Matheus Ribeiro, de Goiás, e Larissa Pereira, da Paraíba, na bancada do JN - João Cotta/Globo
São Paulo

Matheus Ribeiro, apresentador da afiliada da Globo em Goiás TV Anhanguera, protocolou no fim da tarde desta quinta-feira (6) uma denúncia contra o radialista Luiz Gama no Ministério Público Federal.

Em novembro, Gama usou o Twitter para fazer comentários homofóbicos contra Ribeiro, após ele ter sido o primeiro homem assumidamente homossexual a apresentar o Jornal Nacional (Globo). 

“Putz! Onde o Brasil vai parar? Queimar a rosca agora é moda. Um apresentador de telejornal de qualidade média virou a bola da vez no jornalismo nacional só porque revelou que sua rosquinha está à disposição. A qualidade profissional que se f…”, escreveu Gama, que em seguida foi afastado da rádio BandNews por seu comentário.

Em outra publicação, o radialista deixou indiretas para a TV Globo: “O Jair Bolsonaro está corretíssimo ao acabar com o registro na DRT e por acabar com a exigência de diploma para jornalistas. Afinal, tem uma fraquíssima em rede nacional só por causa da cor da pele e outro comunzão fazendo fama só porque avisou que queima a rosca”.

Segundo o advogado de Matheus Ribeiro, Ricardo Sidi, a comunicação do crime foi dirigida ao Ministério Público Federal de Goiás tendo em vista a competência da Justiça Federal daquele estado para julgar o crime.

“O objeto da notícia de crime que levamos hoje ao MPF não foram as ofensas pessoais contra Matheus [...] mas sim a prática e a incitação à discriminação, ao preconceito e à violência contra todos os homossexuais”, diz Sidi. "Por isso a ocorrência de crime de homofobia, equiparado ao racismo pelo Supremo Tribunal Federal”.

A defesa de Matheus pede ao MPF que Gama seja denunciado à Justiça Federal para responder a uma ação penal, na qual poderá ser condenado a uma pena de até cinco anos.

Sidi, que também representou a cantora Daniela Mercury em caso criminal contra deputado federal Pastor Sargento Isidório por ofensas homofóbicas, afirma que é dever de toda a sociedade se insurgir contra o discurso de ódio.

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