Televisão

Marcius Melhem diz que Tá No Ar cumpriu sua missão e abriu caminho a outras atrações de humor

Atração da Globo chega ao fim na terça (9) após seis temporadas

Cena do último episódio da programa ‘Tá no Ar: a TV na TV’
Cena do último episódio da programa ‘Tá no Ar: a TV na TV’ - Estevam Avellar/Globo
 
São Paulo

O programa Tá no Ar conseguiu por seis temporadas criticar a política e a sociedade brasileira com a risada. Também apontou o dedo para o concorrente, citou marcas sem pudor e cutucou a própria Globo. Com o último episódio previsto para terça (9), o humorista Marcius Melhem, 47, fala em missão cumprida.

“Queríamos experimentar esse formato, que tem bastante agilidade e um conteúdo mais focado na realidade do país. É um programa muito desafiador e acho que a gente cumpriu essa missão“, contou à Folha, garantindo que todo assunto é possível abordar com humor, apesar de depender muito da forma que o conteúdo é construído.

“A função do humor é provocar, apontar distorções e é possível fazer humor com tudo. A questão é o conteúdo desse humor. Política é pauta, mas não a única pauta do que fazemos”, diz ele, que é um dos criadores do programa que estreou em 2014, ao lado de Marcelo Adnet, 37, e Maurício Farias, 58.

Melhem já havia dito à Folha que a ideia do programa era abrir o diálogo com quem pensa diferente. “Não adianta falar só com quem já concorda com a gente. Vamos seduzir o outro lado. Você não seduz o outro lado dando porrada nele. Você seduz dizendo ‘entendo como você pensa, mas já olhou por esse lado aqui?’.”

O último episódio da sexta temporada encerra também o programa e ganhará uma roupagem especial. Ele irá ao ar nesta terça-feira e mostrará uma espécie de “funeral” pelo fim da atração, que contará, não apenas com o elenco fixo, mas também com atores e humoristas —da Globo ou não. 

Para Melhem, o Tá no Ar também foi uma oportunidade para o público ver seus ídolos em situações diferentes: “Temos que citar a vinda do Carlos Alberto de Nóbrega como um marco de como o respeito supera fronteiras e também o Antônio Fagundes de Menudo como um exemplo de ator que soube se desconstruir e rir de si mesmo”. 

Mas não é o fim do Tá no Ar que vai encerrar o humor mais crítico na televisão. Melhem cita o Festival Zorra, a Zorra, a Escolinha com programas que herdaram essa característica do Tá no Ar. “Tudo nasceu com o Tá no Ar”, afirma ao garantir novos projetos vindo no futuro. 
 

Final do conteúdo

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem