Publicidade

Carolina Dieckmann se inspirou em homem-bomba para viver mulher que 'ama demais'

23/11/2014 - 11h17

Publicidade

VITOR MORENO
ENVIADO ESPECIAL AO RIO

Carolina Dieckmann, 36, é a bola da vez na série "Eu que Amo Tanto", exibida no "Fantástico" (Globo).

No episódio que vai ao ar nesta semana, a atriz interpreta Zezé, uma mulher que de tanto se anular na relação, acaba aceitando passivamente tudo o que Osório (Antonio Calloni) pede a ela, inclusive outras mulheres em sua cama.

"Agora eu não tenho que dividir você com mais ninguém", dirá a personagem após afogar o amado na banheira. "Somos só nós dois."

"É tão louco você matar uma pessoa que você ama para ficar com ela", admite a atriz. "Me veio a imagem do homem-bomba, o cara que mata um monte de gente e se mata porque sabe que vai encontrar com Deus, que é a coisa certa a fazer, que é o único jeito. A minha inspiração foi isso."

Morena e sem maquiagem, Dieckmann diz que não sentiu falta desses artifícios para gravar as cenas.

"Eu sempre briguei com a glamorização da televisão", afirmou. "Maquiagem é só quando é para ajudar a contar a história, que nem nudez."

A atriz contou que não fez nenhum tipo de laboratório, só esmiuçou o texto e se entregou às emoções que estavam descritas ali. Ela tentou assistir a uma sessão do Mada (Mulheres que Amam Demais Anônimas), mas não obteve autorização.

"As mulheres [que frequentam o Mada] não deixam ninguém que não vá para se expor frequentar as reuniões", contou. "Eu comecei a admirar mais, elas não querem nada, só que você esteja do lado delas como um espelho, como alguém que está ali totalmente entregue."

Perguntada se na vida real se identificava com esse problema, ela respondeu: "Com certeza já amei demais".

"Quando o Davi nasceu, eu não queria dormir", exemplifixou. "Fiquei tão louca com a maternidade que não queria dormir. O médico colocava comprimido na minha boca e falava para eu dormir e quando ele saia do quarto eu cuspia."

"Naquele momento, eu não considerava nada, eu não via outra saída", contou. "Depois de 14 dias, eu cedi ao sono e à tranquilidade. Só depois de muito tempo fui perceber como eu fiquei louca e sem medida. Não tive nenhum problema, foi só um amor que não cabia em mim e eu queria viver cada momento dele. Mas não deixa de ser loucura, um destempero."

"Passei por outros com meu ex-marido, com meu primeiro namorado, com a perda da virgindade, já tive minhas loucurinhas femininas...", admitiu.

Ela diz que o programa também pode servir como alerta para algumas mulheres que não descobriram ainda que precisam ser ajudadas.

"Que elas consigam se identificar, que elas consigam deixar diluir um pouco esse sentimento ao saber que não só elas como todo mundo sofre com o mesmo coração, cada um com seu drama, cada um com sua tragédia."

"Já os homens vão ter noção dessa temperatura a que a gente chega. Isso é bom. Eles podem olhar e tomar um pouco mais de cuidado. É uma oportunidade de entender mais a fundo o universo feminino."

A produção tem ainda a participação especial da menina Mel Maia, 10, que interpreta Zezé quando menina, em uma cena polêmica que sugere que ela foi vítima de pedofilia.

Dieckmann, que ainda não sabe qual será seu próximo papel na TV, em breve embarca para o Uruguai, onde vai gravar um filme no qual fala espanhol.

O jornalista VITOR MORENO viajou a convite da Globo

  • Últimas notícias 
  •  

Publicidade

Publicidade

gostou? leia também

  •  

Publicidade

Siga agora o F5 no Twitter

Livraria da Folha