Televisão

Existe uma linha muito tênue entre amor e doença, diz Mariana Ximenes

Na pele de Leididai, Mariana Ximenes abre neste domingo (9) a série "Eu que Amo Tanto", que será exibida dentro do "Fantástico" (Globo). A cada episódio, será contada a história de uma mulher que "ama demais".

Na trama, Leididai tem uma família desestruturada e sofre com problemas de autoestima. Tudo muda quando ela conhece Osmarino (Márcio Garcia), com quem fica uma noite e acredita ser o homem de sua vida.

No entanto, o rapaz é preso alguns dias depois e ela passa a visitá-lo na cadeia, até descobrir que ele tem mulher e filhos.

"A Leididai tem uma carência, um vazio interno, que ela projeta nessa paixão por uma pessoa que ela conheceu uma noite e foi preso", contou a atriz ao "F5". "Ela começa a viver uma paixão obsessiva por esse cara."

Quando Osmarino é solto, Leididai dá um jeito de fazê-lo voltar para a prisão.

"Ela bota o cara na prisão novamente porque essa é a única maneira que ela encontrou para ter o homem da vida dela só para ela novamente", adianta.

Perguntada sobre semelhanças com a personagem, ela devolveu perguntas à reportagem: "Quantas experiências você já teve na vida que não foram legais até você achar alguém que é legal? Quem nunca teve dor de amor?".


Para Ximenes, a maior qualidade da série é mostrar as mulheres "sem julgamentos".

"Existe uma linha muito tênue entre o que é amor e o que é doença", avaliou. "As pessoas podem ficar pensando que amam muito. E é pecado isso? De jeito nenhum. Temos que amar profundamente a pessoa escolhida. O que a gente tem que descobrir é se está extrapolando os próprios limites, machucando a você mesma."

"É impressionante como a gente se identifica com algumas coisas", contou. "Claro que a gente tem discernimento, bom senso e equilíbrio, por isso nem todo mundo sai matando ou colocando as pessoas na cadeia por aí."

A atriz comemorou o fato de voltar a trabalhar com Amora Mautner (ela divide a direção com Joana Jabace), que a descobriu em um teste para "Andando nas Nuvens" (1999), quando ela tinha apenas 17 anos. Mais recentemente, as duas repetiram a dobradinha em "Joia Rara" (Globo).

"Eu entrava no set como uma página em branco para ser colorida com tintas fortes pelas duas diretoras", comemorou. "Eu quero ter mais oportunidades de trabalhos como esse. Esse tipo de trabalho mantém a chama acesa do nosso ofício."

Sem novos trabalhos fechados na televisão, Ximenes está engatando um trabalho atrás do outro no cinema.

Ela estará em três filmes que devem estrear no ano que vem: "Um Homem Só", no qual vive uma coveira de animais, "Mãos de Cavalo", adaptação da obra de Daniel Galera, e "Zoom", no qual contracena com Jason Priestley, o eterno Brandon de "Barrados no Baile".

No começo de 2015, começa a gravar também "O Grande Circo Místico", sob a batuta de Cacá Diegues.

No filme, ela interpreta uma trapezista com "um fogo interno muito grande". Para tanto, está fazendo aulas na Escola Nacional de Circo.

"É uma atividade incrível", contou. "Precisa de muito físico, é um exercício muito forte e muito puxado. É braço, abdômen, você tem que segurar todo o seu peso. Estou quase lá."

O jornalista VITOR MORENO viajou a convite da Globo

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