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'Na rua, consigo criar mais', diz Mauricio Meirelles que perdeu bancada do 'CQC para Calabresa

10/03/2014 - 08h32

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ALBERTO PEREIRA JR.
EDITOR DO "F5"

No "CQC" desde 2011, faz tempo que Mauricio Meirelles, 30, não pode ser descrito como novidade da produção.

"Virei, ao lado do [Felipe] Andreoli e do Oscar [Filho], um dos repórteres mais experientes", afirma ao "F5".

No entanto, o humorista promete surpreender no retorno do programa da Band, a partir da próxima segunda-feira (17).

Além das novidades —como a contratação de dois repórteres e da chegada de Dani Calabresa à bancada—, Meirelles ganhará um quadro.

Intitulada "50 x 50", a atração traz famosos realizando apostas com desconhecidos nas ruas.

"Como os artistas costumam falar, o quadro é um presente do diretor", diverte-se ele.

"A direção quis me dar um quadro por causa da minha atuação com as celebridades, minha boa relação com os famosos. É uma puta aposta do programa para esse ano."

O humorista explica como funciona a atração: "Na rua, avistamos uma pessoa eu faço uma aposta esdrúxula com o artista. 'Será que aquele cara tem camisinha na carteira, sim ou não? Ou tem unha do pé podre? A aposta vale R$ 50. É um quadro de apostas imbecis e esdrúxulas".

Segundo ele, apenas uma celebridade se recusou a participar, até agora. "Foi o Inri Cristo. Disse não, porque não mexe com dinheiro. Descobri que não tenho nenhuma rejeição. É um quadro para brincar junto."

BANCADA

Quando Oscar Filho anunciou que deixaria a bancada do "CQC", em dezembro, Mauricio Meirelles chegou a disputar a vaga com André Vasco, Márcio Ballas e Dani Calabresa. A posição acabou ficando com Calabresa.

"Disputei sim, mas fiquei feliz pela Calabresa, acho que ela tem tudo a ver com o papel. Se eu saísse da reportagem para a bancada, perderíamos na rua. Ela supre muito melhor", faz média o humorista.

Mas na bancada tem mais "merchandising", certo?

"Sim. E, por isso, eu fiquei puto. Só fiquei chato, porque vou trabalhar mais e ganhar menos", brinca Meirelles. "De verdade, gosto mais de reportagem do que bancada. Nas ruas, eu consigo criar mais."

Na Lata/Folhapress
Maurício Meirelles, integrante do "CQC", discoteca na festa "Menstruação", no Kitsch Club (zona sul de SP)
O CQC Maurício Meirelles

ANO CHEIO

Mauricio Meirelles reconhece que 2013 não foi um grande ano para o "CQC".

"A TV em geral deu uma caída de audiência. A internet, veio o Porta dos Fundos etc. O 'CQC' tem uma fórmula, mas vamos renovando. O ano passado foi difícil de fazer TV, não havia pautas fora os protestos. Mas o 'CQC' ainda é um programa com muita dimensão, notoriedade", diz.

"Nesse ano, teremos eleições, Copa do Mundo. Política continua sendo o principal assunto do programa."

CARIOCA PAULISTANO

Nascido no Rio de Janeiro, Meirelles mora em São Paulo desde 1998.

Formado em publicidade, desde 2007 largou a carreira em agências para se dedicar à comédia.

Foi redator do programa "Legendários" (Record) e roteirista da peça "Labutaria", com o CQC Marco Luque.

Também integra o elenco do show "Comédia ao Vivo" e faz espetáculos de stand-up comedy, como o "Não Leve a Sério".

Além disso, se especializou em fazer apresentações para eventos corporativos.

"É a minha forma publicitária de estar no palco. Antigamente, recebia dinheiro para fazer slogan, agora eu recebo para fazer piada. Isso existe desde o Renascimento, os artistas recebiam para pintar os quadros", afirma.

Questionado se fazer piada sobre encomenda não tira a criatividade, ele nega.

"A piada não está no palavrão, não está na escatologia. E meu humor é ácido, mas não dou porrada."

Também tem um canal de vídeos no YouTube, onde apresenta o "Facebullying", quadro que faz parte do espetáculo "Não Leve a Sério".

Em dois meses o canal de Meirelles cresceu de 7.000 inscritos para mais de 50 mil e os vídeos atingiram quase 2 milhões de visualizações.

"Aproveitei as férias do "CQC" para gravar mais vídeos. Viu estrear uma segunda temporada com oito episódios", conta.

veja o vídeo

Com tantos projetos, ele também sonha em ter um programa solo, como ocorreu com Danilo Gentili, Rafinha Bastos, Marco Luque e Felipe Andreolli —os dois últimos tiveram suas atrações canceladas por baixa audiência.

"Recebo muitas propostas de TVs fechadas. Mas meu contrato me impede de trabalhar na Band e na Globosat, por exemplo. Não quero ainda abrir mão do 'CQC'", conta.

"Gostaria muito de um dia de ter uma conversar com a direção da Band, mostrar uns projetos. Vim de publicidade, fui redator do 'Legendários'. Sei a dificuldade de se criar o projeto e virar em programa. O 'CQC' me deu notoriedade."

EX-COLEGAS

Sobre os ex-CQC, Monica Iozzi, Danilo Gentili e Rafinha Bastos, Mauricio Meirelles é só elogios.

"Tomara que o Gentili dê certíssimo no SBT", diz. "Isso vale para o Rafinha [Bastos] também. A expectativa da Band nele. Para mim, é sensacional. Quanto mais comediantes trabalhando, melhor para todos", afirma.

"Desde o começo, a Monica [Iozzi] dizia querer fazer outras coisas. Ela sempre deixou claro que queria ser atriz e, na Band, ela não teria oportunidade. Mérito para ela que foi para a Globo", finaliza.

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