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CD Projekt trabalha com Sony para Cyberpunk 2077 voltar para PlayStation Store

Empresa, no entanto, ainda não consegue dar um prazo a clientes

Anúncio de lançamento do Cyberpunk 2077 em uma loja de Tóquio
Anúncio de lançamento do Cyberpunk 2077 em uma loja de Tóquio - Kazuhiro Nogi/AFP
Anna Pruchnicka
Polônia

A desenvolvedora polonesa CD Projekt está trabalhando com a Sony para trazer de volta para a PlayStation Store o game Cyberpunk 2077. O jogo foi tirado da loja virtual, no mês passado, após reclamações de usuários sobre problemas técnicos.

"Não temos conhecimento de uma data específica para retornar à PlayStation Store. Estamos em contato constante com representantes da Sony Interactive Entertainment e estamos trabalhando para garantir que nosso jogo retorne à loja da Sony o mais rápido possível", disse o presidente-executivo da companhia, Adam Kicinski, à agência de notícias PAP.

Após a Sony suspender a venda do jogo, a Microsoft ofereceu reembolso aos clientes que compraram o título para Xbox.

Os problemas do jogo derrubaram o valor de mercado da CD Projekt em quase 23 bilhões de zlotys (6,20 bilhões de dólares), em relação aos níveis recordes anteriores ao lançamento.

Antes da decisão de retirar o jogo do mercado, o game já tinha apresentando bugs e falhas desde o seu lançamento e, em em meio a uma chuva de críticas, a empresa resolveu recuar para garantir a "satisfação do cliente".

"Não acho que tenhamos visto nada parecido na indústria dos videogames", tuitou Daniel Ahmad, analista da Niko Partners, na época. "Esta situação poderia ter sido evitada", adiando o lançamento por mais um ano, afirmou.

"Cyberpunk 2077", um videogame distópico muito esperado, leva ao limite o que é tecnicamente possível nos dias de hoje, de acordo com a imprensa especializada. O jogo foi "aclamado universalmente" pela crítica, de acordo com o site metacritic.com.

Muitos criticam seus erros e bugs, e alguns sugerem que os consumidores esperem alguns meses para adquirir o jogo, na esperança de que os problemas sejam reparados. O lançamento do jogo foi adiado por duas vezes neste ano e os desenvolvedores se viram obrigados a colocar alertas quando um dos críticos sofreu um ataque epiléptico ao jogar.

Os atrasos, justificados pelo estúdio pela dificuldade de criar um universo tão amplo para os diferentes formatos de jogo e pelas complicações de trabalhar durante a pandemia, geraram muitas críticas.

Lançadas em novembro, as versões melhoradas para os últimos consoles PlayStation 5 e Xbox Series ainda não estavam disponíveis. Logo após o lançamento, Kicinski anunciou que o jogo teve 8 milhões de pedidos antecipados de compra, o que classificou de "resultado fenomenal". Na época, ele garantiu que o jogo "funcionava muito bem na maioria das configurações".

De acordo com as estimativas do banco polonês BOS, o orçamento do "Cyberpunk 2077", baseado em um jogo criado pelo americano Mike Pondsmith, foi de US$ 331 milhões (R$ 1,68 bilhão), o que o torna um dos videogames mais caros da história.

O estúdio recorreu a um dos atores mais valorizados, o americano Keanu Reeves (de "Matrix"), que empresta seu rosto a um dos personagens principais do jogo, Johnny Silverhand. A campanha de promoção mundial foi digna de uma produção de Hollywood.

Reuters
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